Política
Vilela nega demiss�es com ajuste fiscal
| GILVAN FERREIRA Repórter Um dia após assinar em Brasília o programa de ajuste fiscal do Estado, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) falou ontem sobre os termos do acordo com o governo federal e as medidas que serão adotadas a partir de agora com relação à administração estadual. As declarações foram dadas em meio ao intervalo de uma audiência no Palácio dos Palmares com o empresário português Antônio Serafim, que apresentou ao governador projeto de ampliação e construção de dois hotéis no município de Maragogi, Litoral Norte do Estado, orçados em R$ 80 milhões. ### Vice e secretários defendem lei fiscal | Davi Soares Repórter Em reação aos movimentos grevistas que protestaram contra a assinatura do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal na última quarta-feira (31), secretários e o vice-governador do Estado, José Wanderley (PMDB), defenderam ontem a decisão do governador Teotonio Vilela Filho e refutaram as informações de que um dos compromissos firmados resultaria na demissão de servidores públicos. Para o vice-governador, o não-enfrentamento da situação crítica do Estado é que iria gerar problemas. Wanderley apontou a desinformação e segundas intenções alheias ao interesse público como causas da divulgação da ameaça de demissões no Estado. ### Lideranças se mantêm em alerta O líder da oposição do governo na Assembléia Legislativa, deputado Judson Cabral (PT), e a Central Única dos Trabalhadores de Alagoas (CUT) criticaram a forma como o governador Teotonio Vilela assinou o ajuste fiscal, sem discutir as medidas com a sociedade, servidores e o Legislativo. Para Cabral, o governador devia ter debatido com a Assembléia Legislativa e com os representantes dos servidores e da sociedade os termos do programa de ajuste fiscal. Na opinião do deputado, apesar do discurso do governo, é possível que seja colocada em prática a demissão de servidores públicos. DS/GF ///