Política
Tesouro far� devassa nos duod�cimos
| Davi Soares Repórter A assinatura do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado de Alagoas exaltou os ânimos dos servidores nos últimos dias. Eles reagiram a informações sobre a possibilidade de demissões no funcionalismo público, que já foram descartadas pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Mas outro setor da sociedade poderá reagir aos efeitos do início das negociações entre Estado, governo federal e Banco Mundial para reestruturar a dívida pública alagoana avaliada em cerca de R$ 6 bilhões. O motivo será a inevitável auditoria da Secretaria do Tesouro Nacional, que, além de atingir as contas do próprio poder Executivo, fará uma devassa para saber como o dinheiro público é utilizado pelos poderes constituídos. ### Gasto com pessoal impede banco de liberar dinheiro Os Estados do Rio Grande do Sul e o vizinho Sergipe enfrentaram dificuldades e ainda sofrem com problemas decorrentes da extrapolação de gastos do duodécimo com o setor pessoal. Ambos enfrentam a reação à ?intromissão? do governo na definição do orçamento de instituições como Ministério Público, Tribunal de Contas, de Justiça e Assembléia Legislativa o que tem afastado oportunidades de renegociarem suas dívidas públicas ou fazerem investimentos. ### No RS, salários são pagos em parcelas No Rio Grande do Sul, as medidas duras chegaram antes da assinatura do ajuste fiscal e atingiram o funcionalismo público, que representa apenas cerca de 15% do total de trabalhadores empregados no Estado. Mas ao contrário do que aconteceu em Alagoas, as discussões junto aos movimentos sociais e a presença de técnicos do Banco Mundial analisando as contas do Estado começaram antes do Estado assinar o ajuste fiscal. ///