Política
Cresce press�o contra Mesa Diretora
GILVAN FERREIRA Repórter Depois de ter sido atingido pela denúncia da Polícia Federal de comandar uma quadrilha responsável pelo desvio de R$ 200 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa, sendo indiciado por quatro crimes graves, o deputado Antônio Albuquerque (DEM) corre agora o risco de ter de se afastar do comando do Poder Legislativo, pelo menos enquanto durar o processo que investiga a ação do maior esquema de desvio de recursos dos cofres públicos em Alagoas. Ontem, o líder da oposição na Casa, deputado Judson Cabral, e o deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, ambos do PT, garantiram que, por decisão da executiva estadual do partido, vão apresentar um requerimento pedindo o afastamento imediato do deputado Antônio Albuquerque da presidência da ALE e de mais cinco parlamentares; o 1º secretário da Casa, Cícero Amélio (PMN), o 2º secretário Nelito Gomes de Barros (PMN), o 3º secretário Edival Gaia Filho (PSDB), o 4º secretário Maurício Tavares (PTdoB) e o 1º suplente Dudu Albuquerque (PSB), também indiciados pelos crimes de peculato, formação de quadrilha, de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro nacional. ### Albuquerque dá explicações a entidades Depois de levantar a bandeira de que toda a Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Estado deveria se afastar das atividades enquanto durarem as investigações da Operação Taturana, o presidente da OAB/AL, Omar Coelho, disse estar satisfeito com as explicações dadas pelo presidente da ALE, deputado Antônio Albuquerque (DEM), para ?provar? que a atual gestão do Legislativo não tem envolvimento no esquema que desviou R$ 200 milhões nos últimos cinco anos. PB ### Redução de duodécimo ganha força Os deputados da bancada de oposição defenderam ontem a devolução do projeto que trata do Orçamento de 2008 para que seja discutida a redução dos valores dos duodécinos de todos os poderes do Estado. Para o líder da oposição na ALE, deputado Judson Cabral (PT), a responsabilidade de definir os valores dos duodécimos dos poderes não cabe à Assembléia Legislativa, que por lei não pode alterar os números definidos pelo Executivo. GF ///