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Relat�rio da PF complica Albuquerque

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GILVAN FERREIRA Repórter Apontado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) como o líder da organização criminosa que entre 2001 e 2007 desviou mais de R$ 200 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Antônio Albuquerque (DEM), enfrentará dificuldades para tentar promover sua defesa, diante do relatório da PF e do MPF, que embasou a decisão da desembargadora federal Amanda Lucena, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, de autorizar a prisão e o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra as 51 pessoas envolvidas no esquema de desvio de recursos do Legislativo. ### ?Laranja? para lavagem de dinheiro A ação da organização criminosa, segundo a PF, além de promover o desvio de R$ 200 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa, causou um prejuízo de R$ 2.408.468,82 à Receita Federal, referente ao Imposto de Renda que deveria ter sido retido na fonte e à fraude nas restituições recebidas indevidamente pelos acusados. As investigações também comprovam que a quadrilha utilizava funcionários ?laranjas? que cediam suas contas para o depósito de recursos desviados, para compra de imóveis e veículos de luxo. ### Sociedade toma partido | Davi Soares Repórter A realização da Operação Taturana pela Polícia Federal (PF) provocou reação em entidades representativas de categorias de trabalhadores e setores produtivos. Por meio de publicações na mídia, essas entidades encontraram uma maneira de manifestar à sociedade o apoio ou até mesmo o repúdio contra prisões de alguns acusados de envolvimento na organização criminosa nascida no seio da Assembléia Legislativa do Estado, formada por deputados e ex-deputados que teriam desviado R$ 200 milhões da folha de pagamento de pessoal. ### Acusados de volta à prisão A 15 dias de concluir o inquérito da Operação Taturana, o delegado federal Janderlyer Gomes não descarta a possibilidade de pedir a prisão preventiva de parte dos integrantes da quadrilha acusada de desviar R$ 200 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa de Alagoas. O processo, que já tem 53 pessoas indiciadas por crimes de lavagem de dinheiro, peculato, formação de quadrilha e crime contra o sistema financeiro nacional, e que pode levar à condenação de até 36 anos de prisão, de dez deputados estaduais, seis ex-deputados estaduais e 35 servidores da Assembléia Legislativa e mais dois empresários alagoanos, deve ser entregue à Justiça Federal no próximo dia 6 de janeiro. Há a possibilidade de ser prorrogado por mais 30 dias. GF ### PF reforça a identificação de bens O delegado federal Janderlyer Gomes confirmou a sua decisão de encaminhar à Justiça Federal o arresto e o seqüestro de imóveis, veículos e outros bens adquiridos pelos acusados com recursos desviados da Assembléia Legislativa. Um desses casos envolve uma residência de propriedade do presidente da ALE, deputado Antônio Albuquerque, construída no condomínio Aldebaran. Durante as investigações, a PF, por intermédio de gravações telefônicas autorizadas pela Justiça Federal, comprovou que o imóvel foi negociado com o deputado Dudu Albuquerque, por R$ 700 mil. O imóvel deveria ser pago em 14 parcelas de R$ 50 mil, recursos provenientes da verba de gabinete. ///

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