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Nº 5655
Política

Operação contra fraude fiscal apreende jato avaliado em R$ 11 milhões

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) apreendeu ontem um jato avaliado em cerca de R$ 11 milhões. A ação é fruto de um desdobramento chefiado pelo órgão contra uma organização criminosa que provocou um rombo de R$ 37 milhões aos cofres do fisco alagoano

Por rayssa cavalcante | Edição do dia 18/01/2024 - Matéria atualizada em 18/01/2024 às 04h00

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) apreendeu ontem um jato avaliado em cerca de R$ 11 milhões. A ação é fruto de um desdobramento chefiado pelo órgão contra uma organização criminosa que provocou um rombo de R$ 37 milhões aos cofres do fisco alagoano. A operação se deu nos estados de Santa Catarina e Paraná.

Após investigações, que identificaram mais desdobramentos, um novo bloqueio de R$ 27 milhões foi requerido, além do sequestro de um jato executivo Raytheon Aircraf, modelo 400A, avaliado em R$ 11 milhões. Em novembro do ano passado, 23 integrantes da Orcrim foram denunciados por fraudes societárias, falsidade ideológica, lavagem de bens e emissão de notas fiscais inidôneas.

Com a aeronave apreendida, o Grupo de Atuação Especial de Combate a Sonegação Fiscal de Lavagem de Bens (Gaesf) solicitou à Justiça a cessão do jato para uso oficial da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Saúde de Alagoas (SSP/AL) para fins de atendimento dos interesses da população carente.

As medidas cautelares foram expedidas pela 17ª Vara Criminal da Capital e foram executadas em parceria com os Ministérios Públicos e as Polícias Militares de Santa Catarina e Paraná, assim como teve a participação das secretarias de Estado da Fazenda e da Segurança Pública e das polícias Civil e Militar alagoanas.

Segundo o MPAL, a Orcrim emitiu 1.644 notas fiscais ideologicamente falsas que somaram quase R$ 221 milhões, o que terminou por causar vultoso prejuízo ao Estado. De acordo com o Gaesf, as fraudes aconteceram por meio da criação de 16 empresas de fachada e/ou pessoas jurídicas inexistentes, utilização de “laranjas” e avatares e simulação de venda de produtos utilizando as notas fraudulentas que foram distribuídas para 40 empresas paulistas.

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