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Política

População na extrema pobreza cai em Alagoas em 2022, aponta IBGE

Percentual era de 16,4% em 2021 e ficou em 13,1% no ano passado; auxílios contribuíram para a queda

Por thiago gomes | Edição do dia 20/01/2024 - Matéria atualizada em 20/01/2024 às 04h00

O percentual de pessoas em extrema pobreza em Alagoas, ou seja, que viviam com menos de R$ 200 por mês, caiu para 13,1% em 2022, após alcançar o patamar de 16,4% em 2021. Já a proporção daqueles em situação de pobreza, que viviam com até R$ 637 por mês, teve redução de 60,3%, em 2021, para 54,2% em 2022.

Os dados estão contidos na Síntese de Indicadores Sociais, divulgada no fim do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A publicação analisa estatísticas de fontes como a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), também produzida pelo órgão.

O menor índice de pobreza em Alagoas na série histórica, mensurada desde 2012, foi registrado no ano de 2020, em plena pandemia (53,7%). Em relação à extrema pobreza, o Estado perde apenas para o Maranhão (com taxa de 15%) e Acre (14%).Em Maceió, 6,7% da população vivia em extrema pobreza (2022) e também caiu em relação a 2021, cujo percentual estava em 9,4%.

CONJUNTURA

Na avaliação do economista e professor-doutor da Ufal Cícero Péricles, a queda da pobreza e extrema pobreza em Alagoas, nos anos 2020 e 2022, é um fenômeno conjuntural, influenciado por medidas governamentais, um processo diferente quando a queda da pobreza é alcançada pelo crescimento robusto da economia, com a criação de mais empresas e empregos.

Pela análise dele, no primeiro ano da pandemia, a aprovação, pelo Congresso, de quatro programas de auxílio à economia reduziu fortemente os efeitos das restrições econômicas e da queda de renda, contribuindo para a manutenção do consumo e para um movimento das empresas no Estado. A pobreza e a extrema pobreza caíram em 2020.

“No ano seguinte, 2021, ocorreu o contrário. As taxas de endividamento e inadimplência voltaram a crescer em decorrência da aceleração inflacionária, desemprego elevado e da queda da renda média, combinados com a suspensão dos programas emergenciais. Essa nova conjuntura influenciou a renda da população pobre e, claro, aumentou o nível de pobreza”, destacou.

Ele explica que, em 2022, um ano eleitoral, a economia retomou seu ritmo anterior pela reabertura decorrente da superação da pandemia, crescendo pelo segundo ano consecutivo. “Essa conjuntura favorável, mais as medidas governamentais, contribuíram para, outra vez, reduzir a extrema pobreza e a pobreza em Alagoas”.

Já no ano passado, Péricles avalia ser provável que essa tendência de queda da extrema pobreza tenha se mantido em Alagoas por várias razões: a elevação do salário mínimo acima da inflação, além da volta do Bolsa Família, a inflação em queda, o nível de emprego subindo e a economia crescendo.

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