loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Combate à violência deve superar ‘apartheid social’, diz Lewandowski

Ao ser empossado, novo ministro da Justiça afirmou que resolução da criminalidade depende de políticas públicas

Ouvir
Compartilhar

Em solenidade concorrida, no Palácio do Planalto, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, de 75 anos, assumiu ontem o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele foi empossado pelo presidente Lula (PT). O ex-presidente da República Fernando Collor foi convidado pelo ministro e marcou presença na cerimônia.

Em seu discurso de posse, Lewandowski falou sobre o combate às milícias, que, segundo ele, constroem um verdadeiro “apartheid social”. O novo ministro fez um pronunciamento sobre a história e as funções da pasta, como a segurança pública, digital, proteção de terras indígenas e combate às drogas. E reafirmou que o trabalho dele será uma continuação de Flávio Dino.

“O combate à criminalidade e à violência precisa de uma permanente intervenção policial, com políticas públicas para superar esse apartheid social que continua segregando boa parte da população. O mundo enfrenta o novo e terrível desafio da criminalidade organizada, as milícias divididas em subfacções, aliadas e rivais. Não há soluções fáceis, não basta exacerbar as penas, promover encarceramento em massa, dificultar o regime prisional”, apontou.

Ele também citou a infiltração do crime organizado em órgãos públicos e defendeu aliança entre os entes federativos como uma das soluções a serem adotadas.

Shorts Youtube
Play
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe

Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe

Play
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais

Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais

Play
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca

Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca

Play
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió

Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió

Play
Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"

Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"

Durante a solenidade, o presidente Lula agradeceu a Flávio Dino, que assumirá uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, e a Lewandowski pela dedicação a uma pasta complicada, em um momento em que eles poderiam assumir outros postos.

Lula também afirmou que não interferir no trabalho do novo ministro: “Sua equipe você que monta. Qualquer coisa que dê errado, a responsabilidade é sua. Não vou interferir no seu time, você que vai responder pelas glórias, acertos e sofrimentos”.

Por fim, deu um recado aos adversários sobre as acusações de perseguições políticas a partir de operações da Polícia Federal. “Você [Lewandowski] vai, com Flávio Dino, passar para a história normatizando a atividade do MJ. A PF não persegue ninguém. O governo não quer se meter. Queremos é construir, com governadores e estados, a parceria necessária para combater o crime”, concluiu Lula.

Antes de Lewandowski, quem falou foi Flávio Dino, saindo do cargo. Ele agradeceu aos servidores, aos maranhenses e a Lula, entre outros.

Afirmou que viveu meses “desafiadores e felizes” à frente do ministério. E lembrou do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, ao falar do número 13.

Relacionadas