Política
Nanicos se armam para enfrentar gigantes da pol�tica
FERNANDA MEDEIROS Tarefa difícil é a dos candidatos majoritários dos partidos políticos menores, os chamados partidos emergentes, que têm de competir com os partidos convencionais nessas eleições. Na busca por ?um lugar ao sol?, eles têm a ousada missão de tentar sobreviver em meio a um páreo duro, a chamada ?briga de cachorros grandes?. ?A tarefa não é fácil, pois a disputa com o poder político local é acirrada?, declara o presidente regional do PTN, Elias Barros, que é candidato ao governo do Estado. Ele garante que sua candidatura não é ?laranja? e que irá ter o apoio de grandes agremiações partidárias. Para enfrentar essa batalha, ele explica que vai apresentar um projeto mínimo de trabalho, sem muitas promessas e com palavras sinceras. ?Nosso projeto é objetivo, com discurso sincero. Nada de promessas mirabolantes?, disse. Disputa O presidente regional do PSC, Marcos André, declarou que o seu partido irá lançar oito candidatos a deputados estaduais, inclusive ele próprio, e dois a deputados federais. Evangélico, Marcos André entrega a disputa ?nas mãos de Deus, na fé de que tudo vai correr bem e que seja feita a vontade do Senhor?. Segundo ele, ?temos de crer, pois sabemos que a população já está cansada de promessas que não levam a nada, pois muitos políticos prometem muito e agem pouco ou simplesmente não agem em favor da comunidade?. Marcos acrescentou que o PSC está no bloco dos partidos emergentes na coligação proporcional com o PAN, PSDC, PHS e PRONA, cuja convenção acontece hoje, na sede do partido, na Jatiúca. O fato de muitos candidatos já estarem desacreditados por uma parte da população também anima o presidente regional do PST, Paulo Medeiros. ?As pessoas querem ver caras novas no poder. Isso é um ponto favorável aos partidos emergentes?, afirma. Paulo observa, no entanto, que atualmente é preciso discutir sobre o que é partido pequeno e partido grande, mesmo reconhecendo que os partidos convencionais têm maior ?poder de fogo?. ?Enquanto isso, nós é que damos suporte aos candidatos que não reúnem condições de suportar uma eleição?. O presidente regional do PST lembra que as agremiações menores não estão atreladas a nenhuma força política. Sobrevive de subsídios de lideranças comunitárias. Por isso, a manutenção desses partidos é necessária. ?A desvantagem em toda essa disputa é que não temos subsídios financeiros para bancar uma eleição como desejamos. Além disso, nosso tempo no horário eleitoral é pequeno?, lamenta. Coligação Porém, segundo ele, nem tudo está perdido, já que o PST está coligando com alguns partidos tradicionais como o PSB, PSDB e PMDB. ?Em função disso, o nosso tempo na televisão ? 32 segundos ? passa a ser maior, pois estamos coligados com partidos maiores e, juntando tudo, o tempo se torna razoável. Inclusive, por causa disso, os partidos emergentes são muito paquerados, nessa época, pelos tradicionais?. Outro que não teme a disputa com os grandes partidos é o presidente regional do PSDC, Eudo Freire. ?Não vamos temer esse confronto com os poderosos?, avisa. Ele concorda, inclusive, com o presidente do PST, ao afirmar que os interesses pelos partidos menores, também apelidados de ?nanicos?, surgem nesse momento. ?É nessa hora, às vésperas das convenções, que somos cobiçados pelos maiores. Mas o que vale é que a disputa está boa e temos a certeza de que vamos eleger nossos candidatos, principalmente para uma vaga no Senado?.