Política
Polícia Científica de Alagoas amplia combate a crimes de informática
Setor de Crimes de informática fez no ano passado 431 exames
Os peritos da Chefia de Crimes de Informática do Instituto de Criminalística de Alagoas realizaram, no ano passado, 431 exames que originaram 225 laudos emitidos para investigações de diversos inquéritos policiais.
De acordo com o perito criminal Ivan Excalibur, chefe de perícias internas, em 2023 a Chefia de Crimes de Informática periciou 163 aparelhos de celulares, 176 chips, 46 HDs/SSD de computadores e laptops. Também foram examinadas 38 mídias de armazenamento (pendrive), 1 tablet e 7 outros tipos de dispositivos eletrônicos. Os números superam o ano 2022, quando foram feitos 411 exames e emitidos 225.
Desde que o núcleo foi criado, em 2017, os peritos criminais que estão ou passaram pelo setor já realizaram 2.597 exames e emitiram 1.564 laudos que embasaram inúmeros inquéritos policiais de diversas naturezas criminal.
Um dos focos no ano passado foram as operações de combate à rede de venda e consumo de pedofilia e pornografia infantil, identificando criminosos e vítimas, mas o setor atuou também em várias outras áreas, como crimes de homicídios e fraudes. Eles também realizam serviços de análise de sistema operacional, invasão de servidores, análise de imagens, de conteúdo e comparação de locutores.
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca
Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos
Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta
Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos
Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento
Ivan Excalibur esclareceu que a informática forense tem cada dia mais importância na atuação contra crimes, porque o mundo hoje é virtual. Segundo ele, um celular pode revelar muitas informações, por isso a prática de crimes pode ser comprovada através do mundo tecnológico, principalmente crimes realizados nesse âmbito.
“Se eu pegar um telefone de uma pessoa suspeita de crime para periciar, ele vai revelar muito da vida dela, inclusive se ela praticou algum tipo de crime. Através do exame pericial, conseguimos verificar se existiu o planejamento de prática delituosa, fazemos o georreferenciamento da pessoa, por onde ela andou, até pesquisa no histórico de consulta. Então, a informática forense, a cada dia que passa, será mais demandada, os próprios números dos exames e laudo aqui do setor já comprovam isso”, afirma o perito.
Ele explicou que a média de tempo desses exames varia conforme as informações do aparelho. Em dispositivos grandes, devido ao volume de dados, a análise e duplicação de dados pode demorar. Geralmente, em um HD, é preciso cerca de uma semana para concluir o exame, fazendo todos os procedimentos, análise e elaboração do laudo.
Já no smartphone, a estimativa de duração do exame é variável, dependendo dos tamanhos de armazenamentos e do objetivo da perícia, geralmente levando em torno de 30 horas para entregar o laudo do smartphone. Isso depende também das condições do dispositivo. Caso o aparelho se encontre quebrado, o prazo pode aumentar.