Política
Após 6 anos, indenização justa e relocação dos Flexais são prioridade
Mais de 55 mil pessoas já tiveram de deixar suas casas nas áreas afetadas pela mineração em Maceió
Seis anos após a terra tremer na região do Pinheiro, iniciando uma investigação que culminou na descoberta do maior desastre ambiental em área urbana no mundo, a luta da população afetada ainda é por indenizações justas e a realocação dos que ainda vivem isolados na localidade.
Responsável pelo afundamento do solo, em decorrência da reiterada extração de sal-gema, a Braskem, embora tenha adotado uma série de medidas desde 2018, inclusive encerrando a atividade mineradora na capital, agora é o alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal.
As primeiras oitivas vão acontecer nesta semana. Nesta terça-feira (5), a partir das 9h, estão previstos três interrogatórios: da professora-doutora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Natallya de Almeida Levino; do ex-presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e pós-doutor em meio ambiente, José Geraldo Marques, e do professor aposentado da Ufal Abel Galindo Marques.
Para esta quarta-feira (6), também às 9h, foi marcado o depoimento do servidor aposentado da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Thales Sampaio.
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A Defensoria Pública do Estado tem sido uma voz na batalha pelos direitos dos moradores. Desde as primeiras demandas judiciais, o órgão virou um dos protagonistas na defesa destas famílias e tem se reunido com representantes destas comunidades para tirar dúvidas sobre o andamento dos processos referentes aos locais com isolamento socioeconômico e problemas estruturais.
Ao longo desses anos, mais de 55 mil pessoas deixaram suas residências de forma preventiva. O monitoramento feito pela Defesa Civil Municipal é ininterrupto e permitiu fazer as atualizações dos mapas que indicaram o avanço do problema.
Foi criado o Comitê de Acompanhamento Técnico, que está dedicado, especialmente, à análise de dados e monitoramento das áreas adjacentes, com visitas periódicas, in loco, para verificar se há avanço no evento.
A Braskem garante que segue cumprindo integralmente os cinco acordos firmados com autoridades federal, estadual e municipal, e realizando as ações e programas definidos nas frentes social, ambiental e urbanística. A empresa informa que já pagou 95% das indenizações previstas no Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) até o momento.