Política
Duod�cimo da ALE pode cair R$ 20 mi
| GILVAN FERREIRA Repórter Em crise, desencadeada depois das investigações da Polícia Federal, que levaram à prisão e provocaram indiciamento de deputados estaduais, ex-deputados estaduais e funcionários acusados de envolvimento no desvio de mais de R$ 200 milhões ?, a Assembléia Legislativa pode enfrentar um revés financeiro, com a redução do valor do custeio do Poder Legislativo. Com base nas críticas de setores da sociedade com relação aos altos valores repassados pelo Executivo para a Assembléia Legislativa, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) apresentou, durante uma reunião realizada na última quinta-feira com a sua bancada de apoio, uma proposta para a redução de R$ 20 milhões no duodécimo do Legislativo. ### Mesa Diretora volta a ser investigada | Davi Soares Repórter As investigações da Operação Taturana revelaram a existência de um esquema de desvio de mais de R$ 200 milhões de recursos públicos da folha de pagamento do Poder Legislativo; provocaram o indiciamento de seis deputados da Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos e resultou na indignação de grande parte da sociedade alagoana, que exige justiça e começa a se organizar para cobrar o afastamento desses deputados do comando da Assembléia Legislativa (ALE). Na última semana, o foco da responsabilidade de agir em defesa da coletividade foi direcionado para o Ministério Público do Estado, que reagiu a críticas de ?omissão? diante dos atos de improbidade praticados pelos deputados. ### Acusados perderiam direitos políticos De acordo com Sérgio Jucá, a rapidez com que o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, respondeu às críticas enviando os promotores do Gecoc para explicar as ações do Ministério Público na Operação Taturana não foi a mesma que a Procuradoria Geral de Justiça teve ao receber, em 28 de dezembro do ano passado, seu ofício pedindo providências com relação aos atos de improbidade administrativa, que seriam a forma mais eficaz de se alcançar uma punição para os onze deputados envolvidos no escândalo. ### Para Ampal, MP cumpre seu papel Para o promotor Eduardo Tavares, presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), não há diferença no tratamento das irregularidades da Operação Taturana por parte do Ministério Público (MP) Estadual. ?Esse tema pode ser até difícil para alguns segmentos da sociedade, e a gente percebe quando vê determinados segmentos querendo tapar o sol com a peneira e demonstrando esperança de que uma auditoria esclareça uma verdade que já foi esclarecida. O tema é delicado pra eles. Não há nada a ser esclarecido. A Polícia Federal já investigou. Agora, para o Ministério Público, não há nenhum melindre. Para nós é mais um caso de polícia, só que desta feita envolvendo pessoas que fazem parte da cúpula da política do Estado de Alagoas?, avaliou Tavares. ///