Política
PF j� sabe quem tramou assassinatos
Patrícia Bastos Repórter A trama para assassinar o juiz federal Rubens Canuto e o procurador da República Rodrigo Tenório, descoberta há pouco mais de uma semana, mobilizou entidades nacionais ligadas à magistratura, sugerindo que a situação pode ser muito mais grave do que eles buscam demonstrar. Na última sexta-feira estavam em Alagoas o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Antônio Carlos Bigonha, o vice-presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), João Luís Nogueira Matias, e o procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, que disse em entrevista coletiva que esta foi a primeira vez que se deslocou para um Estado para tratar de um caso de ameaça contra um colega de profissão. ### ?Crime organizado está enraizado? Juiz diz que não suporta ter que andar com seguranças, mas reconhece que eles garantem a vida dele: ?Não sei se um dia voltarei a ter a vida de antes? Enquanto a Polícia Federal elenca como uma das prioridades a proteção da vida do procurador Rodrigo Tenório e do juiz Rubens Canuto, outros magistrados ameaçados sofrem com as deficiências na estrutura policial do Estado. Os juízes Helder Loureiro e Jerônimo Roberto dos Santos, e ainda o promotor Luiz Vasconcelos, que atuaram na prisão e condenação da chamada gangue fardada, contam com proteção de policiais militares há quase dez anos. ///