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Governos usam forasteiros para tentar contornar crise

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| Davi Soares Repórter Em tempos de crise na segurança pública, as soluções caseiras realmente não têm sido as opções mais comuns para Alagoas. Nos últimos dezesseis anos, quatro secretários foram ?importados? para contornar situações críticas de violência. O último deles, general Edson Sá Rocha, iniciou o governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB) sob críticas e resistiu a reações de toda parte até pedir exoneração na última segunda-feira (11). Mas o próprio governador já garantiu a continuidade da prática histórica de convocar generais e membros da Polícia Federal (PF) para o combate à violência no Estado. Vilela espera trazer a Alagoas o ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), ainda nesta semana, para anunciar o nome de um delegado federal aposentado, que deverá ser o do ex-superintendente da PF Paulo Rubim para comandar a Secretaria de Defesa Social (SDS). ### Federalização volta ser discutida Em Estado de Perigo Iminente na Segurança Pública, decretado desde o dia 30 de janeiro, Alagoas continua tendo sua situação agravada com o avanço do crime organizado, que ameaçou de morte um procurador e um juiz federal nos últimos dias. Somente este ano, foram três chacinas e mais de 170 assassinatos até a última sexta-feira (15). Sem esquecer dos crimes políticos de pistolagem e dos seqüestros ocorridos no ano passado, que levantaram a discussão sobre a intervenção federal ou federalização na segurança pública e a integração das ações dos órgãos de segurança. ### Tido como a ?solução? para AL, general dura só um ano Após várias tentativas de implementar ações efetivas para estancar o avanço da criminalidade em Alagoas, o general Edson Sá Rocha, que chegou como sendo a solução importada da Bahia para a segurança, pediu para deixar o cargo de secretário da Defesa Social sem alarde nem declarações à imprensa. Até a última sexta-feira (15) ele continuava em Alagoas e não deve voltar para a Bahia. Com familiares no Estados de São Paulo, Ceará e Distrito Federal, o general, que é cearense, deve passar um período sendo visto em suas rotineiras caminhadas pela orla de Maceió, antes de se mudar para Natal, no Rio Grande do Norte. ### Forças federais comandarão a segurança | GILVAN FERREIRA Repórter Considerado como uma ?intervenção branca? do governo federal na área de segurança pública de Alagoas, o plano do setor de segurança pública do Estado, que terá o comando central das ações em Brasília passou a ser a ?última? chance para controlar a explosão de violência em Alagoas, que segundo o Ministério da Justiça, com o Rio de Janeiro e o Distrito Federal, apresenta os piores indicadores do País. Segundo assessores de Teotonio Vilela, a proposta do governador, que foi apresentada ao presidente Lula (PT) e ao ministro da Justiça, Tarso Genro, sugere ao governo federal a indicação de integrantes das forças federais ? Exército e Polícia Federal ? como novos ocupantes dos cargos de comando na Polícia Militar e Secretaria de Defesa Social, que passarão por aprovação de Teotonio Vilela. ### ?Sucesso depende de planejamento? O delegado federal aposentado Paulo Rubim diz que a realidade de Alagoas, apesar de ainda não ter saído do total controle do Estado, é parecida com a do Espírito Santo, para onde foi transferido pela direção da PF, em 2002. ?Quando chegamos ao Espírito Santo a área de segurança pública estava passando por sua pior crise e o Estado corria o risco de sofrer uma intervenção federal. Trabalhei com uma equipe muito eficiente em uma missão especial, que representava quase uma intervenção branca do governo federal, que tinha o delegado José Pinto de Luna, atual superintendente da PF em Alagoas, e o atual diretor-geral da PF, Luiz Fernando. Com a ajuda da Polícia Rodoviária Federal começamos a trabalhar em todas frentes, desde o combate ao tráfico de drogas, crimes de mando, de lavagem de dinheiro, entre outros. O trabalho deu certo porque nós também contamos com as participações do Ministério Público Federal e da Justiça Federal. Foi assim que a missão especial conseguiu os seus objetivos. É tanto que a situação do Estado melhorou bastante em relação à realidade que encontramos naquele período?, revelou. ///

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