Política
Grava��es da PF complicam deputados
GILVAN FERREIRA Repórter A divulgação de gravações de áudio de conversas telefônicas, feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça, durante as investigações da Operação Taturana, agravou ainda mais a situação dos deputados, ex-parlamentares e funcionários envolvidos no esquema de desvio de R$ 280 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa. A publicação do material provocou reação imediata dos parlamentares que participaram de reuniões a portas fechadas visando a um ?contra-ataque?. As gravações telefônicas foram divulgadas por meio de reportagem da Folha de São Paulo, na edição do último domingo, e mostram trechos de conversas entre o ex-deputado estadual Gilberto Gonçalves (PMN), cobrando do então diretor de Recursos Humanos da Assembléia Legislativa, Roberto Menezes, a liberação de ?sua parte? dos recursos desviados. ### Eleição de Mesa Diretora será protelada A sessão de hoje na Assembléia Legislativa servirá de termômetro em relação à atuação dos deputados, que podem seguir os supostos conselhos do presidente afastado Antônio Albuquerque, ou cumprir a decisão da Justiça, que determina a eleição para a substituição no comando da Casa dos parlamentares afastados por envolvimento no desvio de R$ 280 milhões dos cofres do Legislativo. Por decisão do juiz da 12ª Vara Cível, Gustavo Souza Lima, o deputado estadual Alberto Sextafeira (PSB), que substitui Albuquerque na presidência do Poder Legislativo, terá de encaminhar a eleição dos novos ocupantes da Mesa Diretora, que só poderá contar com 15 dos 27 deputados estaduais. ### Luiz Carnaúba rebate insinuações | Patrícia Bastos Repórter O procurador de Justiça, Luiz Carnaúba, defendeu-se ontem das acusações de que estaria sendo investigado pelo Ministério Público Estadual por envolvimento com deputados indiciados pela Polícia Federal. ?Isso aconteceu apenas porque no caso do pedido de habeas-corpus preventivo da gerência do Banco Rural, subscrevi o ofício determinando que os autores da ação se identificassem, como está determinado na Lei Orgânica da Magistratura. ///