Política
Brasil propõe Conselho da ONU com 11 novos países
Proposta brasileira era ampliar o número de membros dos atuais 11 para 25 ou 26

O governo brasileiro apresenta, ao lado de seus aliados, um projeto de reforma do Conselho de Segurança, ampliando o atual órgão para que tenha um total de 25 ou 26 membros, onze a mais que o atual formato. O veto, hoje usado para impedir decisões, não seria usado por um período de 15 anos pelos novos membros. As informações são do portal UOL.
Numa reunião ontem, na sede da ONU em Nova Iorque, a proposta foi submetida pelo G4, grupo formado por Brasil, Índia, Alemanha e Japão.
O governo russo, porém, avisou que é contra a proposta e alertou que a expansão proposta pelo grupo tornaria o Conselho ainda menos eficiente e até “paralisar por completo”. Para o Kremlin, nenhuma expansão pode ter mais de 20 países. “Não podemos apoiar uma expansão para 25 ou 26 países”, disse.
Os russos admitem que podem aceitar a entrada do Brasil e Índia. Mas que não daria o sinal verde para mais uma vaga para uma potência ocidental, num recado para a Alemanha.
O governo da China também deixou claro que não apoia o modelo apresentado. Pequim diz que a ideia é “completamente mal-orientada” e que apenas vai ampliar o desequilíbrio entre as grandes potências e o resto do mundo.
Segundo os chineses, o Conselho da ONU não pode ser um “clube dos grandes países” e deve haver espaço para países médios e pequenos. Pequim, porém, não mencionou o fato de que seu objetivo é o de evitar a entrada da Índia e do Japão - seus principais rivais regionais - no Conselho.
Uma postura mais favorável foi adotada pelo governo de Joe Biden, que sinalizou que apoia uma expansão, tanto dos membros permanentes como os não-permanentes. “O Conselho precisa representar o mundo que existe hoje. Não o mundo que existia em 1945”, disse a delegação dos EUA.
Se o Brasil e os demais aliados são candidatos para a expansão, a proposta não fala nos nomes de quem estariam no novo órgão. A escolha seria feita por uma eleição.
Atualmente, o órgão criado em 1945 conta com 15 membros, dos quais apenas cinco são permanentes (EUA, França, Reino Unido, China e Rússia) e têm o poder de veto.