loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 29/07/2026 | Ano | Nº 0
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

FRENTE A FRENTE

CPI terá acareação entre presidente da Braskem e ex-diretor da CPRM

Senadores querem esclarecer declarações públicas divergentes dos dois sobre o afundamento dos bairros

Ouvir
Compartilhar

A CPI da Braskem fará uma acareação entre o diretor-presidente da Braskem, Roberto Bischoff, e o ex-diretor do Serviço Geológico do Brasil (antiga Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) Thales Sampaio. A data da realização do procedimento ainda será marcada.

O requerimento do senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da comissão, foi aprovado na semana passada. Ele justificou o pedido diante das declarações públicas contundentes e divergentes dos dois nos últimos anos acerca do desastre ocorrido em Maceió, gerado pela exploração de sal-gema.

Como exemplo de contradições, Carvalho citou a fala de Bischoff no fim do ano passado, minimizando a catástrofe. Ele disse que a situação foi potencializada por disputas inerentes à política regional.

Já Thales Sampaio, técnico responsável pelo laudo do problema, afirmou que a Braskem sempre soube o quão grave era (e é) a situação e atribui a culpa maior não à política, mas sim à negligência e imprudência da petroquímica. Para Sampaio, “a crise em Maceió não é decorrente ou agravada pela política, mas, sim, fruto do descaso histórico de uma empresa, que não se ateve às normas ou às melhores práticas”.

Shorts Youtube
Play
Fim da confusão? Avenida Pratagy ganha placas de proibido estacionar

Fim da confusão? Avenida Pratagy ganha placas de proibido estacionar

Play
Arapiraquense conquista ouro e entra para a elite do jiu-jítsu

Arapiraquense conquista ouro e entra para a elite do jiu-jítsu

Play
Cinema de graça! Penedo recebe mostra do Prêmio Grande Otelo

Cinema de graça! Penedo recebe mostra do Prêmio Grande Otelo

Play
Mutirão recolhe pneus e combate focos da dengue em Maceió

Mutirão recolhe pneus e combate focos da dengue em Maceió

Play
Juíza Ana Florinda é promovida a desembargadora do TJ de Alagoas

Juíza Ana Florinda é promovida a desembargadora do TJ de Alagoas

O relator destacou, ainda, que o presidente da Braskem afirmou publicamente que, após o desabamento ocorrido no final de 2023, a mina 18 se acomodava da melhor forma. O ex-diretor do Serviço Geológico do Brasil, do contrário, citou que a falha geológica de parcela substancial das minas não é previsível, uma vez que foram retirados do subsolo 10 milhões de metros cúbicos de sal, o equivalente a três estádios do Maracanã, e, em alguns lugares, a acomodação pode demorar.

Dessa forma, na avaliação de Sampaio, mesmo um preenchimento contínuo das cavidades, demoraria anos para reverter a instabilidade, sobretudo em locais bastante afetados, como a mina 18.

REPARAÇÃO

Roberto Bischoff também afirmou que a petroquímica (e mineradora) estaria realizando esforços consistentes para minimizar os impactos decorrentes da subsidência em Maceió. Essa declaração também diverge de Thales Sampaio.

O técnico afirma que a instabilidade do subsolo da região torna difícil que os esforços da Braskem realmente reparem (ou até minimizem de maneira adequada), no curto prazo, o dano ambiental, econômico e social.

Acerca da reparação social dos danos, o presidente da Braskem disse, em “Mensagem do Líder do Negócio”, no ano de 2022, que “com relação a pessoas, é importante ressaltar nossa atuação contínua de apoio às famílias afetadas em decorrência do evento geológico em alguns bairros da cidade de Maceió (AL), em 2018”.

Thales Sampaio, por outro lado, diverge e afirma que, diante da indiferença da companhia petroquímica, em 2019, teve que elaborar “um documento destacando, ponto por ponto, o que seria necessário de acompanhamento no bairro para preservar a vida das pessoas, porque, até então, a Braskem não concordava em retirar as pessoas do bairro”.

Para o relator, há clara discrepância entre os dois sobre o tratamento que a empresa dispensou aos afetados pela catástrofe. O ex-diretor da CPRM culpa a Braskem por negligência e imprudência pelos danos causados em Maceió, enquanto Roberto Bischoff não tem declarações públicas nas quais reconheça que a companhia agiu com dolo ou culpa.

Relacionadas