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Política

Padilha detém controle de R$ 170 bilhões do Ministério da Saúde

Segundo portal, ministro das Relações Institucionais indicou 13 nomes em cargos de 1º e 2º escalões do MS

Por Da Redaçao | Edição do dia 02/04/2024 - Matéria atualizada em 02/04/2024 às 04h00

Em meio a uma das maiores epidemias de dengue da história do País, o Ministério da Saúde está no centro de uma disputa por áreas de influência e orçamentos bilionários.

De acordo com reportagem do portal UOL, seis das oito secretarias estão sob influência de Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais. Foi dele também a indicação de Nísia Trindade para o Presidente Lula (PT), que buscava uma mulher para chefiar a pasta.

Ministro da Saúde entre 2011 e 2014 (governo Dilma), Padilha teria emplacado os nomes que dirigem as três principais secretarias, que cuidam de R$ 149 bilhões —quase 70% da verba própria do ministério.

São eles Alexandre Massuda (responde pelo Samu, UPAs, policlínicas, centros de referência, hospitais, oncologia); Felipe Proenço de Oliveira (UBS e programas Brasil Sorridente, Mais Médicos e Consultório na Rua) e Carlos Gadelha (medicamentos de alto custo, Farmácia Popular e relação com as indústrias farmacêutica e hospitalar).

No levantamento feito pelo UOL, 13 nomes, somente nos primeiro e segundo escalões, são vinculados a Padilha. Eles manejam, no total, um orçamento de R$ 169,5 bilhões —80% de toda a verba da pasta.

O centrão, liderado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), trava uma disputa com o governo por verbas da Saúde, cuja distribuição privilegia prefeituras de petistas e de aliados.

Nas últimas duas semanas, a reportagem ouviu mais de dez fontes que atuam ou atuaram no ministério, além de dirigentes do PT, deputados e senadores do PT e do centrão.

Até dentro do PT é dito que, na prática, Padilha comanda dois ministérios.

Alexandre Padilha, em nota enviada à reportagem, afirmou que “não fez nenhuma das indicações citadas para a composição atual do Ministério da Saúde e nem sequer conhece pessoalmente alguns dos nomes citados”.

Também procurado, o Ministério da Saúde disse, em nota, que “todas as contratações são baseadas nas experiências e trajetórias do profissional em relação aos temas de suas respectivas secretarias”.

INDICADO DE LULA

A queda de braço envolvendo indicações políticas e correntes do PT revela a falta de autonomia da ministra Nísia Trindade. São os figurões do partido que dão as cartas na pasta.

Nísia não escolheu sequer o seu subordinado direto. A contratação de Swedenberger Barbosa para secretário-executivo foi uma demanda de Lula. Ele é um dos poucos “subministros” com quem Lula fala diretamente, com uma liberdade que não tem com a titular da vaga.

Ligado diretamente a Lula, com quem trabalhou nos dois primeiros governos do petista, Swedenberger (ou “Berger”) Barbosa é responsável por fazer a máquina andar e cobrar resultados das secretarias.

Também é ele quem monitora a execução do orçamento —da verba própria às emendas parlamentares.

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