Oriente Médio
Investigação da ONU conclui que Israel e Hamas cometeram crimes de guerra
Inquérito investigou ataques terroristas de 7 de outubro e resposta israelense até dezembro de 2023
Uma investigação da ONU aponta que Israel e o Hamas cometeram crimes de guerra, no fim de 2023. Em dois relatórios publicados nesta quarta-feira (12), a Comissão de Inquérito das Nações Unidas (COI) afirmou que Israel também cometeu crimes contra a humanidade devido ao grande número de civis mortos em territórios palestinos.
A comissão elaborou dois inquéritos paralelos. Um investigou os ataques do Hamas contra Israel, no dia 7 de outubro de 2023, enquanto o outro apurou a resposta militar israelense. Os investigadores analisaram diversas fontes de informação, incluindo relatos de vítimas, imagens de satélite e relatórios médicos.
Segundo as investigações, que levaram em conta fatos ocorridos até o fim de 2023, tanto Israel quanto o Hamas cometeram crimes como tortura e tratamento desumano ou cruel.
No caso do Hamas, os relatórios apontam que o grupo terrorista promoveu assassinatos em massa em locais públicos no dia em que atacou Israel. Também foi identificado um padrão de violência sexual por parte de grupos armados palestinos.
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Já em relação a Israel, a comissão acusa o país de usar a fome como método de guerra, agindo para impedir a chegada de suprimentos essenciais — como alimentos, água e remédios — para civis que vivem na Faixa de Gaza.
O relatório também destacou o uso israelense de armas de grande poder de destruição em áreas urbanas.
“O imenso número de vítimas civis em Gaza e a destruição generalizada de infraestruturas civis foram o resultado inevitável de uma estratégia empreendida com a intenção de causar o máximo dano, desrespeitando os princípios da distinção, proporcionalidade e precauções adequadas”, afirmou a COI.
O embaixador de Israel na ONU em Genebra, Meirav Eilon Shahar, rejeitou as conclusões.
“A COI provou mais uma vez que as suas ações estão todas ao serviço de uma agenda política estreita contra Israel”, disse
HEZBOLLAH
A milícia xiita radical libanesa Hezbollah lançou 215 foguetes contra o território israelense ontem, em uma resposta à morte de um comandante sênior do grupo após um ataque de Israel na terça-feira, 11. Taleb Sami Abdullah foi o comandante mais importante do Hezbollah a ser morto desde o início da última rodada de conflitos entre o grupo e Israel, que começou em outubro do ano passado após o ataque do grupo terrorista Hamas.
O grupo afirmou que deve continuar os ataques ao norte de Israel para vingar a morte de Abdullah. "Nossa resposta após a morte de Taleb Sami Abdullah será intensificar nossas operações em severidade, força, quantidade e qualidade", afirmou Hachem Saffieddine, um oficial do Hezbollah, durante uma cerimônia fúnebre de Taleb Sami Abdullah. "Deixe o inimigo esperar por nós no campo de batalha.
Os sucessivos ataques do Hezbollah começaram na manhã de quarta-feira com pelo menos 90 foguetes disparados contra diversas áreas do norte do país, incluindo cidades que ainda não haviam sido atingidas desde o início da guerra, como Tiberíades. Milhares de pessoas tiveram que ir para abrigos durante o feriado judaico de Shavuot.