Política
Asfor: afastamento de deputados foi legal
O ministro Cesar Asfor Rocha, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ficou mais conhecido em Alagoas depois que julgou e negou dois pedidos de deputados estaduais alagoanos afastados do cargo por conta de seus indiciamentos na Operação Taturana. Mas sua história não começa nem deve terminar com essas decisões. Desembargador originário do 5° Constitucional, Cesar Rocha adotou um perfil dinâmico e inovador ao STJ há 16 anos e deve levar estas idéias para a presidência do tribunal, que assume em julho, quando o alagoano Humberto Gomes de Barros, atual presidente do STJ, se aposentar. Nesta entrevista, o ministro afasta qualquer possibilidade de ter sido assediado em Brasília com o objetivo de favorecimento a deputados ?taturânicos? e os considera ingênuos por terem comemorado o retorno antes de sua decisão. ### Gazeta ? Como o senhor vê a imagem de Alagoas, em meio a estes escândalos de corrupção na Assembléia Legislativa de Alagoas? Cesar Asfor Rocha ? O fato é lamentável e realmente as acusações são gravíssimas. Mas não é por isso que o Estado fica diminuído. Alagoas tem uma expressão histórica muito forte. Há figuras extraordinárias e notáveis no campo da política e em todos os campos da intelectualidade. É exatamente por ser um Estado de grandes valores, que não aceita essas práticas tão condenáveis. O senhor foi informado que deputados alagoanos afastados pela Justiça acreditavam que sua decisão sobre o pedido de suspensão da liminar os reconduziria aos cargos? Isso apenas mostra que eles são absolutamente incautos, porque, se havia esse entendimento por parte deles, é porque alguém tinha informado. Então eles são incautos por acreditarem em alguma informação que foi prestada por uma pessoa que não dispunha de nenhum dado. ///