Política
TJ mant�m deputados afastados da ALE
Até o julgamento dos processos de improbidade administrativa, os nove deputados afastados dos cargos devem permanecer longe das atividades parlamentares. Esta foi a decisão tomada, em unanimidade, pela 2ª Câmara Cível, na tarde de ontem. Além de continuarem afastados, Antônio Albuquerque (sem partido), Cícero Amélio (PMN), Nelito Gomes de Barros (PMN), Edival Gaia Filho (PSDB), Maurício Tavares (PTB), Dudu Albuquerque (PSB), Isnaldo Bulhões Júnior (PMN), Cícero Ferro (PMN) e Arthur Lira (PMN) ficam também proibidos de receber qualquer tipo de remuneração extra além do salário, como verba de gabinete, gratificação de comissionados e Gratificação de Apoio Parlamentar (GAP). Caso a determinação seja descumprida, o desembargador Antônio Sapucaia determinou que a presidência da Assembléia Legislativa está sujeita a pagar multa de R$ 100 mil. ### Acabou a era do medo, diz Tavares Além dos sindicalistas e integrantes dos movimentos sociais, também acompanharam o julgamento do mandado de segurança o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, o advogado José Costa, o secretário do Trabalho Regis Cavalcante (PPS) e o presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), o promotor Eduardo Tavares. ?Acabou a era do medo no Estado. Alagoas tem dado mostras que seu povo é ordeiro e tem senso de justiça?, afirmou o presidente da Ampal, parabenizando o desembargador Sapucaia e o Ministério Público pela atuação no combate à corrupção. ?Sapucaia se aposenta coroado de êxito, mas com certeza seu sucessor dará seguimento a esse trabalho, porque não existe mais retorno. A sociedade espera agora que esse afastamento se transforme em cassação do mandato daqueles que roubaram o erário?, enfatizou Eduardo Tavares. ///