loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 20/05/2026 | Ano | Nº 6227
Maceió, AL
31° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Estados Unidos

Devastação na Carolina do Norte torna a eleição mais incerto

Perdas devem afetar comparecimento às urnas no Estado onde disputa é acirrada

Ouvir
Compartilhar

Em uma eleição tão apertada como a americana, o imponderável pode ser decisivo. Quando a vitória em alguns Estados depende do comparecimento às urnas de nichos demográficos cada vez mais restritos, que pesam meio ponto porcentual para um lado ou para o outro, qualquer soluço climático pode fazer a diferença. O que dizer então de um furacão devastador que matou mais de 200 pessoas e destruiu 50 mil casas. Este é o cenário na Carolina do Norte, a menos de 30 dias da votação.

O furacão Helene tocou o solo no dia 26 de setembro na Flórida com ventos de 220 quilômetros por hora, provocando tornados, tempestades e inundações diluvianas nos Estados vizinhos. Especialistas temem que a devastação reduza o comparecimento às urnas, interrompa o envio de cédulas e atrapalhe até a precisão das pesquisas eleitorais.

“Será mais difícil para as pessoas votarem”, declarou à revista Time Jason Roberts, professor de ciências políticas da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill. “Mas convenhamos, considerando os desafios que elas estão enfrentando, votar está muito mais abaixo na lista de prioridades de todo mundo.”

A Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês) designou como área de desastre 25 dos 100 condados da Carolina do Norte, todos no oeste do Estado. A tempestade destruiu seções eleitorais e outras ficaram inacessíveis em razão de danos graves à infraestrutura. Além disso, alguns locais de votação podem estar indisponíveis em novembro, porque precisam ser usados como abrigo ou em outras funções emergenciais.

O Conselho Eleitoral do Estado da Carolina do Norte disse que havia 40 locais de votação programados para serem instalados em pelo menos 13 condados que foram afetados, mas ninguém sabe se eles estarão prontos para receber eleitores no dia 5 de novembro.

DESTRUIÇÃO

Autoridades acreditam que muitos eleitores tenham perdido documentos de identificação durante a tempestade, o que pode prejudicar ainda mais o comparecimento. Mesmo quem planejava votar de maneira antecipada enfrenta desafios, já que a devastação interrompeu as operações dos correios em partes da Carolina do Norte, o que pode impedir o envio de cédulas.

A falta de eletricidade, serviço de celular e acesso à internet em algumas regiões do Estado também afeta a capacidade das pesquisas de obter números precisos, o que leva a uma pergunta natural: quem seria mais afetado pelo desastre, Donald Trump ou Kamala Harris? Até nisso os analistas divergem.

De modo geral, os condados mais afetados pela tempestade são regiões rurais, que historicamente votam em candidatos republicanos. Mas a cidade de Asheville e seus arredores são considerados um reduto democrata. Os dois partidos, portanto, correm contra o tempo.

Na quarta-feira, o Legislativo estadual aprovou por unanimidade a flexibilização das regras eleitorais e um pacote de ajuda de US$ 273 milhões.

“Será mais difícil para as pessoas votarem. Mas convenhamos, considerando os desafios que elas estão enfrentando, votar está muito mais abaixo na lista de prioridades de todo mundo”

Relacionadas