Encontro na Rússia
Brics condena ações de Israel e pede reformulação da ONU
Membros do BLOCO divulgaram ontem um documento conjunto
Em uma declaração conjunta, os países do Brics condenaram ações de Israel e pediram por uma reforma abrangente das Nações Unidas. Além disso, o grupo citou a guerra na Ucrânia de forma breve, defendendo uma resolução pacífica do conflito com a Rússia por meio do diálogo.
O documento foi assinado pelos países-membro do bloco ontem. O encontro do Brics acontece em Kazan, na Rússia, e reúne autoridades de países como o Brasil, China, Índia e África do Sul.
De acordo com a declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Índia, os países dos Brics afirmam estar gravemente preocupados com a crise humanitária na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Segundo o grupo, houve uma escalada de violência sem precedentes nos territórios palestinos, “como resultado da ofensiva militar israelense, que levou à matança em massa e ferimentos de civis, deslocamento forçado e destruição generalizada de infraestrutura civil”.
Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua
Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió
Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios
Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026
Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026
Em relação ao conflito em Gaza, os países do Brics pediram um cessar-fogo imediato que possibilite a libertação de reféns que estão “mantidos ilegalmente em cativeiro”. A declaração não cita que as vítimas estão sob o poder do Hamas.
Além disso, os países denunciaram ataques de Israel contra operações humanitárias e declararam apoio à entrada da Palestina nas Nações Unidas.
Segundo o documento, a resolução do conflito deve acontecer a partir da solução de dois Estados, com a convivência pacífica entre Israel e Palestina.
Os países também condenaram a morte de civis e danos à infraestrutura pública no Líbano “resultantes de ataques de Israel em áreas residenciais”. O grupo pediu para uma solução diplomática para o conflito e exigiu que as forças israelenses parem de atacar missões da ONU no país.
A declaração dos Brics reservou apenas um dos 134 pontos do texto para citar o conflito na Ucrânia. Sem mencionar a Rússia, os países reafirmaram suas posições sobre a guerra na ONU. O Brasil, por exemplo, condenou a invasão russa no território ucraniano.
Segundo o documento, “todos os estados devem agir consistentemente com os Propósitos e Princípios da Carta da ONU em sua totalidade”. O Brics também apreciou propostas de mediação para uma solução pacífica por meio de diálogo e diplomacia.
REFORMAS NA ONU
Uma das principais pautas defendidas pelo Brics é uma reforma abrangente na ONU, com foco na estrutura do Conselho de Segurança.
O objetivo do grupo é deixar o Conselho de Segurança da ONU “mais democrático, representativo, eficaz e eficiente” com o aumento na representação de países. O Brasil, por exemplo, deseja se tornar um membro permanente do órgão.
ADESÃO
Os países do Brics formalizaram a criação de uma nova categoria de associação ao bloco e definiram a lista com 13 países potenciais, deixando de fora a Venezuela. Apesar de contar com a simpatia de Rússia e China e de ter viajado a Kazan de última hora, o ditador Nicolás Maduro viu seu plano de entrar no grupo de economias emergentes bloqueado nos bastidores pelo governo Lulaa
A Declaração de Kazan, documento final da 16ª cúpula anual de líderes do Brics, confirma o estabelecimento da categoria de “Países Parceiros do Brics”. Os líderes celebraram o “considerável interesse dos países do Sul Global”. Em Kazan, os atuais membros do bloco avaliaram manifestações formais de adesão expressadas por 33 países.