loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Turbulência

Em meio a crise, Alemanha antecipa eleições legislativas

Instabilidade política se instaurou no país após demissão de ministro das Finanças

Ouvir
Compartilhar

A Alemanha realizará eleições legislativas antecipadas em 23 de fevereiro de 2025, o que poderá levar a uma alternância no poder, após o colapso do governo de coalizão do social-democrata Olaf Scholz. A data foi decidida em um acordo com o principal partido de oposição, nessa terça-feira (12).

As eleições acontecerão “em 23 de fevereiro, felizmente as coisas estão claras nesse ponto”, declarou o líder do partido liberal FDP, Christian Lindner. A demissão dele do governo, há uma semana, fez colapsar a heterogênea coalizão de social-democratas, ambientalistas e liberais.

Antes das eleições, o chanceler Olaf Scholz será submetido a um voto de confiança no Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento, em 16 de dezembro — caso seja reprovado, Scholz será destituído do cargo.

O abalo acontece no pior momento possível para a principal economia do continente, que enfrenta uma grave crise industrial e a preocupação com as consequências que o retorno de Donald Trump à Casa Branca terão para o comércio e segurança.

Shorts Youtube
Play
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca

Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca

Play
Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos

Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos

Play
Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta

Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta

Play
Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos

Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos

Play
Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento

Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento

A ruptura brutal da coalizão tripartite, que liderava o país desde 2021, causada por grandes divergências sobre a política econômica, mergulha a Alemanha em uma situação sem precedentes.

Com essa crise, o chefe dos conservadores, Friedrich Merz, ex-rival de Angela Merkel, aproxima-se do seu sonho de chegar ao poder. Seu partido é o grande favorito às eleições.

CRISE POLÍTICA

A Alemanha embarcou na semana passada em uma grave crise política, quando Scholz demitiu seu ministro das Finanças. O político liberal foi destituído do cargo após discordâncias sobre a política econômica.

O governo de Olaf Scholz é composto por uma coalizão entre social-democratas, ecologistas e liberais. Após a demissão, os outros ministros liberais do governo anunciaram renúncia, deixando o gabinete de Scholz sem maioria no Parlamento Federal.

“Precisamos de um governo capaz de agir e que tenha força para tomar as decisões necessárias para o nosso país”, argumentou Scholz em discurso após demitir seu ministro das Finanças, defensor de uma rigorosa austeridade orçamentária.

O presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, já havia dito que poderia convocar eleições antecipadas — na Alemanha, que tem regime parlamentar, o chanceler é o chefe de governo, e o presidente tem funções protocolares.

VOTAÇÃO CRUCIAL

Enfraquecido, o líder social-democrata anunciou que em 15 de janeiro pedirá aos deputados que se pronunciem sobre a necessidade de convocar eleições antecipadas.

A crise é o desfecho de meses de disputas entre os três partidos do governo sobre a política econômica a seguir, intensificadas durante a preparação do Orçamento de 2025, que deve ser finalizado em novembro.

O rompimento entre Scholz e Christian Lindner, o agora ex-ministro das Finanças, ficou ainda mais evidente na quarta-feira. O chefe do governo acusou seu ministro de “trair frequentemente sua confiança” e criticou um comportamento “egoísta”.

O agora ex-ministro, defensor da austeridade orçamentária, respondeu imediatamente e acusou Scholz de ter arrastado o país “para uma fase de incerteza” com essa “ruptura calculada da coalizão”.

Relacionadas