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Estados Unidos

Republicanos obtêm maioria na Câmara e vão controlar Congresso

Partido terá pelo menos 218 assentos na casa; Trump escolhe o antivacina Robert F. Kennedy Jr. para chefiar Saúde

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O Partido Republicano assegurou, na madrugada de ontem, cadeiras suficientes para ser maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para o novo governo do presidente eleito Donald Trump.

Vitórias no Arizona e na Califórnia deram aos republicanos os 218 assentos necessários para controlar a casa. O partido já havia conquistado o controle do Senado nestas eleições.

Os democratas seguem com 208 vagas, e outras 9 ainda estão em disputa (4 na Califórnia e 1 cada em Ohio, Oregon, Manine, Iowa e no Alasca).

O resultado garante que o Congresso estará alinhado com a agenda de Trump e os republicanos estarão prontos para implementar promessas feitas pelo presidente eleito durante a corrida à Casa Branca. Essa configuração vai durar ao menos dois anos, isso porque um terço do Congresso americano é eleito a cada dois anos, seja junto com as eleições presidenciais ou com as locais.

Trump prometeu realizar a maior operação de deportação em massa de imigrantes em situação ilegal da história dos EUA, implementar tarifas contra produtos importados --sobretudo da China--, punir os seus adversários políticos e remodelar a economia.

Quando Trump foi eleito presidente em 2016, os republicanos também varreram o Congresso, mas ele ainda encontrou dificuldades com líderes de seu partido resistentes às suas ideias políticas. Desta vez, o cenário deve ser diferente.

O presidente eleito terá ainda uma Suprema Corte de maioria conservadora: seis dos nove juízes fazem parte dessa ala, dos quais três foram nomeados por Trump no primeiro mandato.

O presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, reeleito para um novo mandato à frente da casa legislativa, disse na terça que “os republicanos na Câmara e no Senado têm uma missão. O povo americano quer que implementemos e entreguemos a agenda dos ‘EUA em Primeiro Lugar”.

SAÚDE

Trump escolheu Robert F. Kennedy Jr. como futuro secretário de Saúde e Serviços Humanos. O anúncio foi feito em uma rede social na tarde de ontem. O cargo equivale ao de ministro de Saúde no Brasil.

Kennedy Jr. é filho do senador assassinado Robert F. Kennedy e sobrinho do ex-presidente John F. Kennedy — que também foi morto enquanto estava no cargo, na década de 1960. Advogado, ele tem 70 anos de idade.

O futuro secretário é conhecido por ter se engajado na campanha antivacinação durante a pandemia de Covid-19 e por espalhar teorias da conspiração.

Neste ano, Kennedy Jr. se lançou como candidato independente na disputa à Casa Branca. No entanto, ele desistiu da campanha e anunciou apoio a Donald Trump faltando menos de dois meses para as eleições.

Na reta final da campanha e no discurso da vitória, Trump sugeriu que Kennedy Jr. poderia ter um cargo de relevância na Saúde. Ele também se disse aberto às ideias mais controversas do ex-candidato, como a remoção do flúor da água potável.

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