Suposta trama golpista
Deputados da direita alagoana reagem a indiciamento de Bolsonaro
Parlamentares ouvidos pela Gazeta dizem que ex-Presidente vem sofrendo “perseguição implacável”
O indiciamento pela Polícia Federal do ex-Presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado no Brasil após o resultado das eleições presidenciais de 2022, causou reações no meio político alagoano.
Parlamentares da direita ouvidos pela Gazeta defendem o ex-Presidente. O deputado federal Alfredo Gaspar (União) considerou o indiciamento parte de uma ‘perseguição implacável’ a Bolsonaro.
“A perseguição implacável a Bolsonaro está em curso faz tempo. O Brasil vai mal, querem esconder isso a todo custo: corrupção, crime organizado, economia fracassada, impunidade dos poderosos. A verdade jamais será ofuscada. A direita não baixará a cabeça nem irá se despir de seus valores. O povo brasileiro merece uma chance. 2026 vem aí!”.
O deputado federal Delegado Fabio Costa (PP) seguiu a mesma linha, citando uma ausência de provas que é substituída por perseguição política que usa o Judiciário como arma contra Bolsonaro e aliados.
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“Mais uma vez, vemos a ausência de provas sendo substituída por perseguição política, evidenciando o uso do sistema judicial como arma contra Bolsonaro e seus aliados. A suspeição de Alexandre de Moraes, que conduz inquéritos de forma seletiva e autoritária, coloca em xeque a imparcialidade da Justiça no Brasil. Mais uma vez, assistimos a um espetáculo de hipocrisia que fere nossa democracia. Será que o sistema está com medo de Bolsonaro disputar as eleições de 2026?”.
UNIÃO
O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) também defende o ex-Presidente. “É natural que, neste momento, as pessoas que compartilham pensamentos e defendem a mesma bandeira se unam. É evidente que estamos testemunhando uma perseguição por parte do Judiciário, especialmente do STF, contra o Presidente e seus aliados. Para mim, é compreensível que aqueles que concordam com essa visão se unam”, afirmou Bebeto.
Segundo ele, a situação já passou do limite. “Para nós, isso já ocorreu há muito tempo. Espero que mais pessoas, não apenas os políticos, mas também a população, percebam e reconheçam que as arbitrariedades estão aumentando a cada dia no Brasil. A justiça deixou de ser imparcial; ela escolhe um lado para atacar e cria episódios para justificar isso”.
Bebeto diz que a Constituição tem sido desrespeitada, assim como o devido processo legal. “A injustiça está solta no Brasil, e isso é extremamente perigoso. O que me afeta hoje pode afetar você amanhã”.
ESCALADA DE NARRATIVAS
O vereador reeleito Leonardo Dias (PL) disse que segue firme ao lado do ex-presidente. “Desde que Bolsonaro foi eleito em 2018, há uma escalada de narrativas sendo criadas, sem provas, apenas com o objetivo de desgastar a figura de Bolsonaro. E agora taxando-o como golpista e antidemocrático. Em meio a essas narrativas, sigo firme sendo leal ao presidente Bolsonaro, pois conheço seu caráter e sua boa vontade de trabalhar pelo Brasil. O sistema faz de tudo para que pessoas esqueçam, mas o único político brasileiro a sofrer tentativa de homicídio foi Bolsonaro e pouco se faz para solucionar este crime”, garantiu.
Ouvido pelo portal Metrópoles, o próprio Bolsonaro também concentrou suas críticas ao ministro, que é relator do processo no STF.
“O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei. Tem que ver o que tem nesse indiciamento da PF. Vou esperar o advogado. Isso, obviamente, vai para a Procuradoria-Geral da República. É na PGR que começa a luta. Não posso esperar nada de uma equipe que usa a criatividade para me denunciar”, afirmou.