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Comit�s correm para fechar as contas

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Até a próxima quarta-feira (6), as coligações devem apresentar a primeira parcial dos gastos da campanha para vereador e prefeito. Em Maceió, os comitês financeiros correm para fechar as contas dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Entre os candidatos a prefeito, apenas Mário Agra (PSOL) sabe exatamente quanto está custando a sua campanha. ?Gastamos cerca de R$ 23.550, até agora. Mas até quarta-feira esse número deverá ter um acréscimo?, disse. Segundo Agra, esse valor corresponde a confecção de bandeiras e impressos para ele e os candidatos a vereador do partido, além do pagamento da primeira parcela do contrato da gravação dos programas do guia eleitoral, que custaram R$ 10 mil. Como as doações recebidas são de pequeno valor, boa parte desse montante, explica, saiu do bolso dele e dos outros candidatos. ### Clima de eleição ainda não esquentou Praticamente um mês após o início da campanha eleitoral, até mesmo nos bairros da periferia, onde a disputa é mais acirrada, o clima de eleição ainda não esquentou. Apesar das caminhadas constituírem fator importante para o convencimento do eleitor, especialmente por conta das restrições impostas pela Justiça Eleitoral, o contato corpo a corpo com o eleitorado ainda é muito pequeno. Até mesmo no Jacintinho, um dos territórios políticos mais disputados de Maceió, e por onde já passaram alguns candidatos, para a maioria dos habitantes o clima eleitoral está apenas em algumas paredes pichadas e no barulho dos carrinhos de som. ?Ainda não vi nenhum candidato em campanha por aqui?, disse o universitário Jordy Ronie, 23, num dos estabelecimentos da feira do Jacintinho. ### Impugnações devem abarrotar o pleno | DAVI SOARES - Repórter A campanha pela moralização das eleições, lançada pela Justiça Eleitoral e apoiada por diversas instituições alagoanas e federais, certamente não resultará no extermínio da prática da compra de votos nas eleições de outubro, mas já surtiu efeito através do alto número de impugnações feitas contra candidatos que devem explicações à Justiça sobre os crimes de que são acusados ou sobre artifícios de que lançam mão para se manter no poder. As conseqüências deste fenômeno deverão sobrecarregar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), que tem cumprido uma pauta apertada devido às dezenas de julgamentos de infidelidade partidária. Em um levantamento parcial, devido à dificuldade de obter informações junto a todas as 55 Zonas Eleitorais, a Gazeta apurou que mais de 150 candidaturas já estão impugnadas em todo o Estado e grande maioria delas ainda não foi apreciada pelos juízes eleitorais. ///

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