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Sapucaia deve travar guerra na Justi�a

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?De começo, eu gostaria de agradecer sinceramente à indicação de meu nome para enfrentar esse abacaxi que se chama Detran?. Foram estas as primeiras palavras ditas na manhã de quinta-feira (14) pelo desembargador aposentado Antônio Sapucaia, em seu discurso de posse no cargo de diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AL). Seu desejo era que a cerimônia fosse simples, mas o ato tomou dimensões que talvez represente a medida mais corajosa, e importante politicamente, que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) tomou à frente do Poder Executivo. ### Empresa se recusa a romper contrato Dois dos contratos problemáticos da autarquia surgiram na mídia em escândalos envolvendo até a falsificação de uma carteira de habilitação expedida para o ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Morais. O Centro Brasileiro de Reciclagem e Capacitação Profissional (Cercap) é o responsável pela façanha, que resultou na prisão de nove pessoas, depois que a polícia descobriu que Adalberon de Morais recebera uma habilitação pelos Correios, quando morava em São Paulo, onde tentava se esconder da polícia trabalhando como caminhoneiro. ### Um poço sem fundo de irregularidades Um pacto pela moralização do Detran foi firmado no gabinete do governador Teotonio Vilela Filho, logo após a posse de Antônio Sapucaia. Todo o secretariado está unido pelo soerguimento da autarquia, mas é a Controladoria Geral do Estado (CGE) que está mais próxima deste trabalho e, apesar de não admitir publicamente, se vê livre da blindagem política que emperrava seu trabalho em gestões passadas do Detran. Agora, as irregularidades deverão ter a Justiça em seu caminho. ?O último relatório, do início de 2007, detectou inúmeras irregularidades no ano de 2006. Foram feitos pagamentos de compras de equipamentos e não há atestados de recebimento deles pelo almoxarifado do Detran. Reformas foram feitas em Ciretrans e outras instalações do Detran e os serviços não foram reconhecidos pela área de engenharia, ou em sua plenitude ou em parte deles. Para fugir à Lei 8.666, também houve o fracionamento de valores do mesmo objeto, para que ficassem abaixo dos R$ 8 mil e não precisarem de licitação. Isso era corriqueiro lá e já havia sido alertado ao pessoal do Detran?, disse o controlador-geral do Estado, Alexandre Lages. ///

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