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Ex-secret�rio do PT nega envolvimento em propina

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São Paulo ? Na primeira entrevista coletiva que concedeu à imprensa, desde que foi denunciado como principal suspeito de envolvimento no esquema de propinas de Santo André, o ex-secretário Klinger de Oliveira Sousa disse ontem que, além dele, o prefeito Celso Daniel (PT), seqüestrado e assassinado em janeiro, e a administração petista de Santo André, estão sendo vítimas de um complô ?construído por pessoas umbilicalmente ligadas, vindas de uma mesma família ou de grupos próximos, com os mesmos interesses econômicos e políticos?. Durante a coletiva, que durou pouco mais de dez minutos, o ex-secretário afirmou que uma das principais autora da denúncia, a empresária Rosangela Gabrine, já havia tentado envolvê-lo em ?denún-cias caluniosas? logo depois do assassinato de Celso Daniel. ?Ela foi ao Ministério Público e afirmou que existia uma quadrilha dentro da prefeitura e que essa quadrilha seria responsável pelo assassinato do prefeito?, acusou Klinger. De acordo com o ex-secretário, essa informação foi a responsável por um tumulto inicial nas investigações da polícia sobre o assassinato. ?A polícia passou a investigar pessoas da administração e perdeu um tempo precioso que poderia ter dedicado à busca dos verdadeiros assassinos?, afirmou ele. Para Klinger, a família Gabrine e o empresário João Antônio Setti Braga tiveram interesses econômicos contrariados pela administração de Celso Daniel. Mais tarde, segundo ele, teriam se aliado ao deputado William Bisanesque, abertamente interessado em disputar a prefeitura municipal de Santo André em 2004, para montar esse ?roteiro de calúnias e denúncias infundadas?.

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