Inclusão
Complexo prisional ganha sistema para criação de peixes e produção de hortaliças
Projeto foi entregue ontem pelo vice-governador Ronaldo Lessa e pelo ministro da Pesca, André de Paula
O vice-governador Ronaldo Lessa e o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, entregaram ontem o sistema de criação de peixes e produção de hortaliças no sistema prisional de Alagoas. A iniciativa, parte do programa Recomeços, também incluiu a certificação de 40 reeducandos que concluíram o curso de aquaponia. As informações são da Agência Alagoas.
O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), visa à ressocialização por meio da aquicultura e da capacitação profissional.
Durante a cerimônia, foi inaugurado o espaço de oportunidades Djanira Maria da Silva, no presídio feminino Santa Luzia, destinado à geração de trabalho e renda para as reeducandas.
Ronaldo Lessa ressaltou a importância do projeto, que alia ressocialização e sustentabilidade. “A aquaponia reduz custos, pois a produção de alface e tilápia será usada no consumo interno do complexo prisional. Além disso, o projeto oferece oportunidades, reduz desigualdades e promove renda”, afirmou.
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O sistema de aquaponia conta com 22 caixas d’água de 2 mil litros, quatro tanques, um sistema de energia solar com 10 placas fotovoltaicas e um biodigestor para produção de gás metano e biofertilizantes.
A água utilizada na criação de tilápias é filtrada e reaproveitada no cultivo de alface, evitando desperdícios. A expectativa é que, a partir de julho, o sistema produza 200 kg de tilápia e 1.728 pés de alface por mês.
INOVAÇÃO E INCLUSÃO
O ministro André de Paula destacou a inovação e a inclusão do projeto. “Programas como esse, que buscam reintegrar pessoas à sociedade, são inestimáveis. No governo Lula, iniciativas assim são prioridade. Acredito que esse modelo será replicado em outros estados”, disse o ministro.
Segundo Paula, a prática sustentável da aquaponia do projeto Recomeços proporcionará aos detentos uma alternativa profissional durante e após o cumprimento da pena, ao mesmo tempo em que amplia conhecimentos sobre aquicultura. Para o ministro, o projeto pode servir de modelo para outros estados.
O programa capacita os reeducandos do Sistema Penitenciário de Maceió em técnicas modernas de criação de peixes e cultivo de hortaliças.
O secretário de Ressocialização e Inclusão Social, Diogo Teixeira, enfatizou as melhorias no sistema prisional e a aplicação eficiente de recursos federais. “O projeto gera renda, promove conhecimento e beneficia tanto os reeducandos quanto o sistema prisional, com a utilização da produção na alimentação de internos e servidores”, afirmou.
O reitor da Ufal, Josealdo Tonholo, destacou o potencial da tecnologia desenvolvida pela universidade. “Esse modelo sustentável e autossuficiente, que alia ressocialização ao uso da água, transformará vidas e servirá de exemplo nacional”.