IMPASSE
Joaldo Cavalcante critica proposta de megatorres na Lagoa da Anta
Em uma publicação nas redes sociais, o jornalista ressaltou a importância histórica da área para a cidade
Em uma análise sobre a possibilidade de construção de megatorres na região da Lagoa da Anta, no bairro da Jatiúca, em Maceió, o ex-secretário estadual de Comunicação, Joaldo Cavalcante, se mostrou contrário à proposta. Para ele, a ideia de ocupar uma área significativa com imponentes construções contradiz os princípios de sustentabilidade e preservação ambiental.
Em uma publicação nas redes sociais, o jornalista ressaltou a importância histórica daquela área para a cidade. “A Lagoa da Anta, à beira da praia da Jatiúca, permaneceu como um oásis cercado por cimento e tijolo. Lá, foi implantado o primeiro grande hotel horizontal de Maceió.” Para ele, o que estava até então preservado como um refúgio natural está em risco de ser descaracterizado por um projeto que ele considera inadequado para a realidade local.
Também escreveu que, ao invés de contemplar a beleza e a biodiversidade do local, a proposta se concentra na ocupação massiva de uma área extensa, com predominância de elementos que, para ele, deveriam ser protegidos.
"Recentemente, um crânio teve um ‘insight’: construir um punhado de megatorres no meio de 62 mil metros quadrados, boa parte ocupada por gramas, plantas, coqueiros e pela lagoa", ironiza.
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O ex-secretário também alertou para o papel dos órgãos de fiscalização, que, segundo ele, estão atentos à situação e não devem aceitar a descaracterização de um patrimônio natural de Maceió. “Há órgãos de fiscalização que já estão de olho e não pretendem compactuar com a descaracterização daquele ambiente, que se transformou há muito tempo num patrimônio natural da cidade”, afirmou.
Da mesma forma, é firme em sua crítica à visão de desenvolvimento que ignora a preservação ambiental. “Embora o idealizador das construções não seja uma anta, não se pode considerar inteligente qualquer projeto que não ponha em primeiro lugar a sustentabilidade e a preservação da natureza", ressaltou, lembrando os impactos negativos que projetos anteriores já causaram em outra região da cidade. "Em nome do tal desenvolvimento, já sabemos o que foi feito com o sul da cidade de Maceió", completou.