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Alagoas mais que triplica número de pessoas com ensino superior, diz IBGE

Percentual de alagoanos com curso universitário saltou de 3,9% no ano 2000 para 13,4% em 2022

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Alagoas melhora nível de instrução no ensino, aponta IBGE
Alagoas melhora nível de instrução no ensino, aponta IBGE | Foto: Felipe Sóstenes

A proporção de alagoanos de 25 anos ou mais com nível superior completo mais que triplicou entre os anos 2000 e 2022, segundo dados do Censo 2022 divulgados nessa quarta-feira (26), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, há 22 anos a taxa de alagoanos com ensino superior completo era de 3,9%. Pouco mais de duas décadas depois, esse índice saltou para 13,4% - o que representa um crescimento de 3,4% entre um censo e outro. Em números absolutos, em 2022 havia 267,9 mil alagoanos com o curso superior completo.

Segundo o levantamento do IBGE, a maioria optou por cursos na área de “Negócios, Administração e Direito”, que juntos somavam 75.426 graduados. Destes, cerca de 37,4% optaram pela graduação em Direito, com 28.240 de alagoanos formados. Os cursos ligados à “Saúde e bem-estar” (53.010 graduados) e Educação (50.982) completam o pódio das graduações mais escolhidas no Estado.

Proporcionalmente, o número de alagoanos com nível superior completo supera estados como o Maranhão, que aparece com 11%, Bahia (12%), Pará (12%) e Ceará (12,7%).

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Do total de alagoanos que concluíram o ensino superior, 98,4 mil eram homens, e 169,5 mil, mulheres - que representam 63,2% do total. O Censo também mostra que do total de alagoanos com ensino superior, 112,5 mil (42%) eram brancos; 133,1 mil, pretos ou pardos (49,7%); e 1.018, indígenas (0,37%).

SEM INSTRUÇÃO

Em relação aos alagoanos de 25 anos ou mais que não têm instrução ou não concluíram o ensino fundamental, o estudo do IBGE mostra que o índice recuou de 74,7% em 2000, para 48,4% em 2022.

Em relação à baixa escolaridade, Alagoas ocupa a segunda posição no País, atrás apenas do Piauí, onde 49% da população acima de 25 anos não tem ou não concluiu os primeiros anos do ensino básico.

"Apesar dos desafios, o comparativo com os outros recenseamentos demonstra que os indicadores têm melhorado substancialmente ao longo do tempo", informa o instituto.

Em todo o País, a proporção das pessoas com 25 anos ou mais de idade com nível superior completo cresceu 2,7 vezes, passando de 6,8% para 18,4%. O aumento é considerado significativo, porém ainda está muito abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o relatório Education at a Glance de 2022, essa porcentagem era de 48%.

"Em 22 anos, tivemos uma evolução surpreendente: o número de pessoas com nível superior completo praticamente triplicou e o número daquelas com ensino médio completo chegou a dobrar", afirmou o pesquisador Bruno Mandelli, do IBGE.

"Mas, sim, o grupo dos graduados ainda é minoritário, abaixo dos 20%. No grupo dos mais envelhecidos, o acesso à educação foi mais difícil na juventude; e isso ainda tem um peso considerável na porcentagem final."

O aumento no porcentual de brasileiros com ensino superior completo coincide com o período de explosão no número de matrículas na modalidade a distância no Brasil. De acordo com os dados do Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), em 2000 o País tinha 1.682 estudantes matriculados no ensino superior na modalidade a distância. Em 2022, o número passou para 4,3 milhões.

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