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Plenário virtual

Maioria do STF mantém Moraes, Dino e Zanin em julgamento de Bolsonaro

Ministros integram 1ª Turma da Corte, que analisa na terça (25) denúncia contra ex-presidente e aliados

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Supremo negou recursos para afastar Moraes, Zanin e Dino do julgamento das denúncias
Supremo negou recursos para afastar Moraes, Zanin e Dino do julgamento das denúncias | Foto: Fotomongatem g1

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou ontem maioria para manter os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 33 pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado.

Os três ministros integram a Primeira Turma do Supremo, que marcou para a próxima terça-feira (25) a análise da acusação da Procuradoria-Geral da República contra o chamado núcleo da organização criminosa, que seria formado por Bolsonaro e sete aliados.

Com essa maioria no STF alcançada nessa quarta, a análise da acusação da PGR vai permanecer na Primeira Turma da Corte.

Os ministros julgam os recursos das defesas de Bolsonaro e dos generais Walter Souza Braga Netto e Mário Fernandes no plenário virtual. O julgamento vai até o fim da noite desta quinta-feira (20).

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No plenário virtual, os ministros registram o voto pelo computador e não se reúnem para debater o tema.

Os advogados questionam decisões do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que rejeitaram os pedidos para afastar do julgamento Moraes, Zanin e Dino.

A defesa de Bolsonaro defendia o impedimento dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino. Argumentava que os ministros do STF já processaram o ex-presidente no passado. Os dois magistrados afirmaram não ver impedimento para julgar o caso.

Os advogados de Bolsonaro também pediram que a denúncia fosse julgada pelo plenário do Supremo, composto por todos os 11 ministros, e não pela Primeira Turma, que tem cinco ministros.

A defesa do general Braga Netto pediu para retirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria das investigações. Isso porque, segundo a PGR, Moraes seria uma das vítimas da trama golpista.

O general Mario Fernandes também queria o impedimento de Dino porque o hoje ministro do STF ocupava o cargo de ministro da Justiça no dia 8 de janeiro. O argumento também foi rejeitado.

Como votaram os ministros

Os ministros analisam pedidos de impedimento de Dino e Zanin e de suspeição de Moraes para julgar a denúncia da PGR. Os ministros que são alvos dos questionamentos não analisam os recursos contra eles, somente os relacionados aos colegas.

A DENÚNCIA

A PGR afirma que Bolsonaro liderou organização criminosa para golpe de Estado; ex-presidente diz que recebe denúncia com estarrecimento e indignação

Foram denunciados como integrantes do núcleo crucial à suposta tentativa de golpe:

» Jair Bolsonaro, ex-presidente;

» Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin;

» Almir Garnier Santos; ex-comandante da Marinha do Brasil;

» Anderson Torres; ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;

» General Augusto Heleno; ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência;

» Mauro Cid; ex-chefe da Ajudância de Ordens da Presidência;

» Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e

» Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

A PGR afirma que Bolsonaro liderou organização criminosa para golpe de Estado; ex-presidente diz que recebe denúncia com estarrecimento e indignação

Ao todo, 34 pessoas foram acusadas dos crimes de:

» organização criminosa armada;

» tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

» golpe de Estado;

» dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;

» deterioração de patrimônio tombado.

A PGR afirma que o grupo atuou para impedir, de forma coordenada, que o resultado das eleições presidenciais de 2022 fosse cumprido.

Ainda segundo a denúncia, a ação começou em 2021 com ataques sistemáticos ao sistema eletrônico de votação, por meio de declarações públicas.

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