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Política

Eleitos come�am a cair na “rede” da PF

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Começam a cair na ?rede? os chamados ?peixes grandes?, citados em denúncias de corrupção eleitoral. São ?caciques? da política, que geralmente mandam funcionários seus se arriscar em seu lugar. Na última semana, até um juiz foi preso em Porto de Pedras, acusado de beneficiar, com informações sigilosas, candidatos vitoriosos. A novidade, agora, é o indiciamento da prefeita considerada eleita de Matriz do Camaragibe, Josedalva dos Santos Lima, apelidada de Doda Cavalcante (PMDB). Ela é acusada de andar de casa em casa na periferia da cidade, distribuindo notas de R$ 10 em troca de voto, segundo o delegado federal, Luiz Marques. Nesta segunda-feira, o inquérito segue para a Justiça Eleitoral. Denúncias que chegaram às autoridades dizem que não foi só dinheiro que ela andou distribuindo. O Ministério Público Eleitoral, em maio, já investigava a doação de cestas básicas. Até banheiros, dados de presente aos moradores da periferia, que nem de sanitário têm direito de usufruir, consta na lista suspeita de ?bondades? atribuídas a Doda. ### Denúncias de corrupção batem recorde Para a procuradora regional eleitoral Niedja Kaspary, autoridades e a população alagoana passam por ?uma mudança de mentalidade?. Policiais federais, militares e civis resolveram unir forças para combater a corrupção nesta eleição. Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas também caminharam juntos, realizando reuniões, planejando ações, inclusive flagrantes. Para quem atuou diariamente, apurando denúncias, não restam dúvidas: a votação do último dia 5 de outubro foi a que contou com mais gente vigilante em Alagoas. Com instituições unidas e falando a mesma língua no sentido de punir compradores de votos, o povo acreditou e não deixou de denunciar. ### Evidências de crimes apontam para responsáveis Presidente da Comissão de Combate à Corrução Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas, Paulo Brêda diz que a partir de agora as denúncias são personalizadas. As evidências de crimes vão apontando para nomes dos responsáveis pelas ilegalidades. Ele explica que a fase atual é de juntar provas e formalizar os inquéritos policiais. Um destes inquéritos, a partir da próxima semana, vai contar com novos indícios. A Polícia Federal solicitou e conseguiu da Justiça Eleitoral a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos na suposta compra de votos, em Rio Largo, flagrada no dia da eleição, quando duas pessoas foram presas com R$ 22,7 mil dentro de um Gol cinza, placa NLZ-7045/AL. O dono do carro até agora não apareceu para pegá-lo na Polícia Federal, fato que chama atenção dos delegados. O dinheiro, notas de R$ 50, estava dividido em envelopes de papel ofício, indicando a quem deveria ser entregue. Os detidos trabalhavam para o candidato Toninho Lins (PSB). ///

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