loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Estimativa

LDO prevê orçamento de Maceió 6,6% maior em ano eleitoral

No projeto encaminhado à Câmara, município antecipa as metas fiscais e aponta crescimento nas despesas em 2026

Ouvir
Compartilhar
Segundo o secretário da Fazenda, João Borges, proposta foi elaborada dentro de um cenário de cautela econômica
Segundo o secretário da Fazenda, João Borges, proposta foi elaborada dentro de um cenário de cautela econômica | Foto: Célio Júnior / Secom Maceió

A Prefeitura de Maceió encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o exercício financeiro de 2026. O documento, que estabelece as bases para a elaboração do orçamento do município no próximo ano, projeta uma receita total de R$ 5,12 bilhões, acima dos

R$ 4,8 bilhões estimados para 2025 (6,6% maior). A proposta foi enviada pelo prefeito JHC (PL) por meio de mensagem ao presidente da Câmara, vereador Chico Filho (PL), e publicada no Diário Oficial do Município.

A LDO é um dos principais instrumentos de planejamento da administração pública, prevista na Constituição Federal (art. 165, §2º) e na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Sua função é estabelecer as diretrizes que irão nortear a Lei Orçamentária Anual (LOA), definindo metas e prioridades fiscais, limites de despesas com pessoal, controle de gastos públicos, previsão de receitas e regras para execução do orçamento.

O projeto apresentado para 2026 busca garantir, segundo a prefeitura, o equilíbrio das contas públicas, a sustentabilidade fiscal e a eficiência dos gastos públicos. De acordo com o secretário municipal de Fazenda, João Felipe Alves Borges, a proposta foi construída com base em um cenário de cautela econômica e foco na qualidade do gasto.

Shorts Youtube
Play
Homem é executado na frente da esposa e da filha de três meses em Santana do Ipanema

Homem é executado na frente da esposa e da filha de três meses em Santana do Ipanema

Play
Meu Pet: divulgue fotos de animais desaparecidos em Alagoas

Meu Pet: divulgue fotos de animais desaparecidos em Alagoas

Play
Moradores do Trapiche da Barra reclamam de lixo na rua

Moradores do Trapiche da Barra reclamam de lixo na rua

Play
Homem é preso suspeito de matar ex-companheira em Igreja Nova

Homem é preso suspeito de matar ex-companheira em Igreja Nova

Play
Polícia investiga caso de torcedor do CRB agredido por membros de  torcida organizada do CSA

Polícia investiga caso de torcedor do CRB agredido por membros de torcida organizada do CSA

“Adotamos estratégias de ajuste fiscal para manter a saúde financeira do município, revisando despesas, fortalecendo a arrecadação própria e aprimorando os mecanismos de controle e monitoramento da execução orçamentária”, afirmou o secretário.

De acordo com o documento enviado à Câmara, a estimativa de receita para 2026 leva em conta uma perspectiva de crescimento moderado da economia nacional, com PIB projetado em 1,7% e inflação (IPCA) estimada em 4,5%, conforme dados do Boletim Focus de maio deste ano.

Em 2024, como revela a prefeitura, o desempenho fiscal de Maceió superou as expectativas: a arrecadação total foi de R$ 5,02 bilhões, ultrapassando em R$ 724 milhões a meta prevista anteriormente. O município também registrou uma expressiva redução da Dívida Consolidada Líquida (DCL), que caiu 95% e atualmente está em apenas R$ 4,4 milhões.

Esses dados embasam a meta fiscal otimista para o próximo ano, mesmo diante de um cenário eleitoral, que tradicionalmente exige atenção redobrada quanto à responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

RISCOS FISCAIS

Apesar das boas perspectivas, o projeto reconhece riscos fiscais relevantes que podem impactar o equilíbrio orçamentário. Entre eles estão o crescimento dos precatórios judiciais (valores que o município é obrigado a pagar por decisões judiciais); rigidez nas despesas com pessoal, dificultada por regras do atual Plano de Cargos e Carreiras; possível queda na arrecadação de tributos como ISS e IPTU, causada por inadimplência e informalidade; redução de transferências constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), impactadas pela arrecadação federal; e ocorrência de despesas emergenciais, como eventos climáticos extremos ou crises sanitárias.

Para lidar com esses riscos, a gestão municipal informou, no projeto, que pretende adotar mecanismos como uso de reserva de contingência, limitação de empenhos (ou seja, restrições nos gastos), renegociação de passivos e reavaliação de metas fiscais ao longo do ano.

Além disso, está prevista a implementação de um novo indicador de desempenho, o Índice de Qualidade do Gasto Orçamentário (IQGO), que permitirá avaliar a efetividade do uso dos recursos públicos e orientar decisões com base em resultados.

Por se tratar de um ano de transição no ciclo de planejamento, o Projeto de LDO 2026 não inclui o Anexo de Metas e Prioridades Setoriais, que normalmente detalha os programas e ações prioritárias. Isso ocorre porque o novo Plano Plurianual (PPA) 2026–2029 ainda será enviado à Câmara até 30 de setembro de 2025, conforme previsto na Lei Orgânica do Município.

Quando aprovado, o novo PPA irá estabelecer as diretrizes estratégicas para os próximos quatro anos e servirá como base para a LOA de 2026.

Relacionadas