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ALE briga at� para fazer o dever de casa

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Parece fácil, mas não é. Em Alagoas até regimento interno pode virar caso quase para uma briga. É o que acontece na Assembléia Legislativa Estadual (ALE), a histórica Casa de Tavares Bastos, onde os deputados não conseguem se entender nem mesmo na hora de definir o instrumento que norteia as próprias ações. O assunto foi levado a plenário na semana que passou e acabou, como quase tudo que por ali tramita, em polêmica. De um lado, o autor do pedido encaminhado à presidência da Casa para mudar o Regimento, o deputado Manoel Sant?Anna (PTB) ? o suplente que assumiu na vaga de João Beltrão (PMN), afastado pela Operação Taturana ? do outro, o petista Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, que chama de autoritária a forma como o processo foi encaminhado. Por tabela, outros deputados aproveitaram o gancho da crítica feita por Paulão e também reclamaram da falta de uma discussão mais ampla sobre a mudança no bê-á-bá que define o que os deputados podem ou não fazer e como a Casa deve conduzir suas ações. ### Regimento não costuma ser cumprido Cumprir o Regimento Interno parece não ser prática comum na Assembléia de Alagoas. É o que demonstra a história da Casa, pelo menos em relação à eleição da Mesa Diretora. O processo foi antecipado para beneficiar o então ex-deputado Celso Luiz (PMN), eleito presidente da ALE antes do prazo regimental. Depois dele, veio Antônio Albuquerque (sem partido), que fez a mesma coisa e, como ?a moda pega?, Fernando Toledo aproveitou o afastamento dos deputados acusados na Operação Taturana, e antecipou a eleição que o reelegeu e que só deveria ocorrer em fevereiro do ano que vem. ?O grande problema é a mudança de mentalidade; não adianta mudar o regimento se ele é descumprido a todo momento?, diz o deputado Rui Palmeira (PR). ///

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