Impostos
Deputados de AL apoiam urgência para projeto que suspende aumento do IOF
Maioria dos parlamentares votou a favor da proposta que barra decreto do governo federal
A maioria dos deputados federais de Alagoas votou a favor do requerimento de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/2025, que visa sustar os efeitos do decreto do governo federal responsável pelo aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Com a aprovação da urgência, por 346 votos a 97, a proposta poderá ser analisada diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões permanentes da Câmara.
Entre os nove parlamentares que compõem a bancada de Alagoas na Câmara dos Deputados, seis se posicionaram a favor da urgência. Apenas o deputado Paulão (PT) votou contra, enquanto Arthur Lira (PP) e Marx Beltrão (PP) não registraram voto.
A medida é de autoria do deputado Sanderson (PL-RS) e conta com o apoio da oposição, que critica o reajuste do tributo em meio ao que classificam como descontrole fiscal do Executivo federal.
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O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil) justificou seu voto afirmando que o cidadão brasileiro não suporta mais a alta carga tributária. Segundo ele, o problema do país não é falta de dinheiro, mas sim má gestão, desperdício e gastos desenfreados com objetivos políticos.
“Tudo isso com um objetivo claro: comprar apoio e pavimentar a reeleição em 2026. Chega de irresponsabilidade fiscal! O Brasil precisa de respeito, não de mais impostos”, afirmou em suas redes sociais.
Na mesma linha, o deputado Delegado Fábio Costa (PP) declarou ser contrário a qualquer aumento de impostos, reforçando que a população já arca com uma carga muito elevada. “O cidadão já paga impostos demais e, no que depender de mim, não vai pagar nem um centavo a mais. Chega de mais impostos para os brasileiros”, disse.
O projeto surgiu como reação ao decreto do governo que elevou as alíquotas do IOF, tributo que incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e aplicações financeiras. Embora o Executivo tenha recuado parcialmente da medida no final de maio, diante da pressão de setores econômicos e parlamentares, o decreto ainda está em vigor.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a votação da urgência representa um recado político ao governo federal. Para ele, o Congresso está esgotado com ações que ampliam a arrecadação sem que haja um esforço equivalente para contenção de gastos públicos.
"O governo está entendendo esta mensagem. Será simbólica pelo sentimento da Casa e vamos aguardar os próximos passos”, declarou.
Motta ainda destacou que o Executivo precisa se engajar efetivamente na agenda de corte de despesas, ressaltando que não é possível avançar em medidas de ajuste fiscal sem a participação ativa do governo.
Com a urgência aprovada, o PDL 314/2025 poderá ser votado a qualquer momento no Plenário da Câmara, com expectativa de forte apoio para sustar o aumento do IOF. A proposta se insere em um contexto mais amplo de insatisfação crescente no Congresso com a condução fiscal do governo federal.