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Discurso

Bolsonaro discursa em sessão no Senado para homenagear pastor e chora

Ex-presidente defendeu que seu filho 03, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), permaneça nos Estados Unido

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O ex-presidente Jair Bolsonaro: "Acredito em Deus. Peço orações a vocês"
O ex-presidente Jair Bolsonaro: "Acredito em Deus. Peço orações a vocês" | Foto: Agência Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chorou e pediu orações, durante sessão do Senado em homenagem ao pastor Gedelti Victalino Gueiros, cofundador da Igreja Maranata, que faleceu neste mês. Bolsonaro se emocionou ao falar sobre sua fé e sobre o país.

"Acredito em Deus. Peço orações a vocês. Por muitas vezes o óbvio está na sua frente. As pessoas poderosas dessa nação, algumas desta Casa, quando se conscientizarem do óbvio - que um dia ele vai embora - ele muda — afirmou. Bolsonaro ainda questionou: "O que falta para sermos a terra prometida do ocidente? Falta quase nada, mas alguns poucos atrapalham", concluiu.

Mais cedo, o ex-presidente defendeu que seu filho 03, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), permaneça nos Estados Unidos mesmo depois do prazo regimental para o seu afastamento, que se encerra neste domingo. Depois deste prazo, o mandato do parlamentar poderia ser cassado por acumular faltas em sessões. Licenciado do próprio mandato desde março, Eduardo diz que não renunciará ao posto. O irmão dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu que ele cumpra o prazo previsto para faltar às sessões, sem renunciar imediatamente.

"Pelo que eu sei, ele (Eduardo) não vem pra cá (para o Brasil), ele vai ser preso no aeroporto. Com todo o respeito aos parlamentares presentes, ele é mais útil lá fora do que cumprindo mandato", disse o ex-presidente ao deixar o gabinete de Flávio, nesta quinta-feira.

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Flávio afirmou que a decisão não precisa ser tomada neste momento.

"Depois do prazo da licença, ele ainda poderia faltar às sessões, ainda teria muito prazo para se decidir. Não é algo para ser decidido agora, ele pode cumprir este prazo até o fim", completou.

Afagos a Tarcísio

Depois de amparar uma crise entre Eduardo e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), por posicionamentos em relação ao "tarifaço" do governo americano sobre produtos brasileiros, Bolsonaro defendeu que o chefe do Executivo paulista siga em interlocução por uma saída para a questão econômica. Tarcísio estabeleceu diálogo com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, e procurou ao menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para consultá-los sobre a possibilidade de a Corte autorizar uma viagem de Bolsonaro para negociar com Trump.

"Tarcísio está fazendo a parte dele, parabéns pro Tarcísio. Ele está buscando o apoio de exportadores, de empresários, é uma voz importante no estado de São Paulo, que tem quase 40% do PIB. Mas ele não vai, o Trump, no meu entender, resolver a questão dos exportadores de São Paulo. É o Brasil como um todo. O Tarcísio faz mais do que o Itamaraty", disse.

Bolsonaro voltou a negar ter participado da negociação que culminou na taxação de produtos brasileiros.

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