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Alagoas ganha novo prazo para rolar d�vida

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As negociações para rolagem da dívida pública de Alagoas terminaram ontem à noite sem que houvesse consenso para alguns pontos do acordo que o governo federal considera relevantes. O prazo para a renegociação expirou, ontem, mas a pedido do governo de Alagoas o Tesouro Nacional concedeu novo prazo, que vai até 15 de agosto para se tentar chegar a um acordo. ?Esperamos chegar a uma conclusão antes de terminar a nova data?, informou o secretário da Fazenda, Sérgio Dória, após reunião de várias horas em Brasília com técnicos do Tesouro Nacional. Ele informou à GAZETA DE ALAGOAS que o Estado já atendeu todas as exigências feitas pela União, mas o pessoal da Procuradoria da Fazenda Nacional fizeram novas exigências. ?São filigranas jurídicas que nem eu consigo entender?, desabafou o secretário, dizendo-se chateado com tanta burocracia oficial. Sérgio Dória confirmou que o débito de R$ 502 milhões do falido Produban já está decidido que entrará na renegociação da dívida pública. Em troca, o Estado administrará os ativos do banco (créditos e carteira imobiliária) e concluirá o processo de liquidação do antigo banco oficial do Estado. Explicou, ainda, que o caso da Ceal ficará fora das negociações da rolagem porque qualquer entendimento nesse sentido só será possível durante o processo de privatização da companhia energética do Estado. ?O impasse maior é com relação à dívida mobiliária do Estado porque os procuradores da Fazenda Nacional estão alegando algumas imperfeições no contrato de rolagem?, informou Sérgio Dória, referindo-se ao rombo de R$ 1,2 bilhão pela emissão de títulos estaduais, que se transformou no escândalo dos precatórios. Somado o rombo desses papéis podres com o débito do Produban, a dívida pública de Alagoas pula para mais de R$ 4 bilhões. ?É uma dívida impagável, mas não há outra saída senão a renegociação desse débito?, reconhece o secretário, que na próxima segunda-feira retorna a Brasília para nova rodada de negociações.

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