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Política

Salvar vidas ser� desafio para prefeitos

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Desafio é o que não falta para os políticos que vão assumir as prefeituras de Alagoas a partir de quinta-feira, primeiro dia de 2009. Mais da metade das cidades terão os quadros reformulados. 61 vão ganhar novos prefeitos, 38 terão prefeitos reeleitos e outras três cidades ainda aguardam a Justiça decidir quem vai planejar os rumos da população. O certo é que no Estado com o pior lugar no ranking nacional de mortalidade infantil ? 53,7 óbitos entre mil crianças nascidas vivas, como divulgou no início deste mês o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ?, salvar crianças da desnutrição é uma das missões prioritárias e vai exigir competência e rapidez dos gestores. Mesmo o governo estadual contestando a pesquisa, dizendo que o índice não é de 53,7, mas de 20,78, a tarefa não deixa de ser desafiadora. ### Combate à violência deve ser prioridade Vinte e quatro municípios alagoanos estão entre os mais violentos de todo Brasil. Eles aparecem entre as 556 cidades avaliadas pelos institutos Ritla e Sangari, que juntos, e com dados de 2006 fornecidos pelo governo federal, traçaram o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, estudo que deve servir de base para ações das prefeituras e Estados. Em Alagoas, Maceió lidera. É, em números absolutos de homicídios, a 6ª cidade entre 200 do Brasil onde mais pessoas são assassinadas. Os municípios de Arapiraca (em 58° lugar), Rio Largo (148°) e União dos Palmares (174°) completam a participação alagoana entre as duas centenas de cidades com mais homicídios. ### Dengue também deve ser combatida De acordo com Célia Torres, superintendente de Vigilância à Saúde do Estado, todos os prefeitos eleitos devem garantir o pagamento aos agentes de endemia e equipar os postos de Saúde para não faltar assistência básica aos pacientes com suspeitas de dengue. Em relação ao Estado inteiro, os 19 municípios prioritários somaram 70,65% dos casos. Em 2008, até a primeira semana de dezembro, 19.348 casos suspeitos de dengue clássica foram notificados. 50 soldados do Exército já foram treinados para atuar em situações de emergência nas cidades. ?As prefeituras que mudarem suas equipes de agentes, nós vamos capacitar?. |CS ### Melhor qualidade de vida e educação Há quatro anos, o Unicef desafia os municípios do Semi-árido brasileiro. A cada ano, lança uma edição do selo Município Aprovado. São 11 ministros e 11 governadores ? incluindo o de Alagoas ? compromissados em atingir metas no sentido de oferecer qualidade de vida às crianças e adolescentes da região. São avaliadas políticas públicas postas em prática pelos gestores municipais. Em Alagoas, de 53, oito cidades tiveram seus esforços reconhecidos este ano. O Estado do Piauí, maior concorrente de Alagoas nos piores indicadores sociais, teve 33 municípios aprovados. ?O número de prefeituras de Alagoas certificadas foi de acordo com o investimento feito nas cidades do Estado?, disse a coordenadora do projeto, Ana Azevedo, cobrando mais empenho dos gestores. Ela representa o Unicef em Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Dos quase 1.500 municípios do Semi-árido brasileiro, 1.300 se inscreveram, dos quais 259 foram vencedores. ### Projetos de qualidade garantem recursos Para se livrarem dos efeitos da crise econômica mundial, os prefeitos alagoanos, principalmente os novatos, terão que escolher bem as suas equipes técnicas. Como frisou o economista Cícero Péricles, ?o drama central de 2009? para os gestores públicos será elaborar projetos de qualidade para garantir recursos de programas do governo federal e melhorar os indicadores sociais em suas cidades, inclusive os já mostrados nesta reportagem. Péricles conta que, como o governo federal abriu mão de arrecadar impostos como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), haverá redução dos repasses aos municípios a partir do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), entre outros recursos de envio obrigatório. ///

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