Política
Decis�o do STF complica a Assembleia
Se a situação na Assembleia Legislativa de Alagoas já era de indefinição, ficou ainda mais com-plicada com o possível retorno dos deputados afastados sob acusação de envolvimento na Operação Taturana, da Polícia Federal, desencadeada em dezembro de 2007 e na qual 41 pessoas foram presas e deputados ? entre eles o presidente da ALE, Antônio Albuquerque (sem partido), apontado como líder do esquema ? e ex-deputados foram indiciados sob suspeita de desvio de dinheiro público. Com a retirada dos deputados da Casa de Tavares Bastos, o parlamento alagoano entrou no foco dos escândalos nacionais. Apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (SFT) em mandar de volta para os cargos os suspeitos no desvio de R$ 300 milhões do poder público, o quadro é de incerteza e expectativa, principalmente dos suplentes, que brigaram na Justiça para conseguir ocupar a vaga e hoje veem o cargo ?escapar das mãos?. ### Recesso pode beneficiar envolvidos O recesso forense no Supremo Tribunal Federal (STF) termina no dia 2 de fevereiro, quando os trabalhos voltam à normalidade. Até lá, apenas os casos considerados urgentes serão analisados pelo presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, que trabalha em sistema de plantão. A Gazeta manteve contato com a assessoria do STF, em Brasília, e foi informada que qualquer recurso que chegue antes do fim do recesso e não tenha caráter de urgência será recebido, mas só deve entrar na pauta com o início das atividades. É o caso do agravo regimental anunciado pelo Ministério Público Estadual para tentar derrubar o parecer que garante a volta dos deputados alagoanos. Como o recesso na Assembleia Legislativa termina no dia 17 de fevereiro, caso o recurso do MP não seja apreciado antes desse prazo, os deputados podem voltar. O juiz Gustavo de Souza Lima diz que não. Um dos advogados dos acusados garante que sim. ///