Política
ALE vai ao STF por deputados afastados
Enquanto o Ministério Público e a Procuradoria-Geral do Estado correm para tentar reverter no Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, que devolve o mandato dos deputados acusados na Operação Taturana, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas faz o caminho inverso, ou seja, briga para garantir que os parlamentares reassumam. Na segunda-feira, 19, a ALE entrou com uma petição no STF requerendo que a decisão do presidente do Supremo seja extensiva à segunda ação judicial que pede o afastamento dos deputados sob acusação de terem feito empréstimos bancários fraudulentos. Essa ação é considerada pelo juiz Gustavo de Souza Lima, da 16ª Vara Cível da Capital, uma ?carta na manga? para impedir que os parlamentares retornem aos cargos. Isso porque ela ainda não foi julgada. Mas, se o Supremo acatar o que foi pedido pela Assembleia de Alagoas, os deputados podem retornar sem nenhum impedimento, já que o STF argumenta em seu parecer que apenas o próprio Parlamento pode afastar deputado, e não o Poder Judiciário, como fez a Justiça alagoana. ### MP e PGE correm para evitar retorno Em Brasília, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes, corre contra o tempo para não deixar que os deputados reassumam os cargos dos quais foram afastados sob acusação de peculato, formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Eduardo Tavares e o promotor Edelzito Andrade, do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) embarcaram ontem, no início da tarde, para a capital federal, onde hoje têm encontro com o vice-presidente do STF, ministro Cezar Peluzo, a quem entregam ampla documentação sobre a Operação Taturana. A intenção é convencer o ministro de que a decisão do presidente do STF precisa ser revista. Antes, eles se reúnem com a coordenadora da unidade da Procuradoria-Geral do Estado em Brasília, procuradora Germana Galvão Laureano, que vai acompanhá-los na ida ao STF. ///