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Toledo recua e mant�m afastamentos

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Foi sob a ameaça de pagamento de multa e até de prisão, que o presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Fernando Toledo (PSDB), decidiu ontem que vai manter afastados do exercício do mandato oito dos dez deputados estaduais já afastados do cargo anteriormente por conta do indiciamento na Operação Taturana. A decisão foi anunciada no meio da tarde, pouco depois do próprio presidente ter declarado que os deputados seriam reconduzido aos seus cargos na ALE. É que a Mesa Diretora foi pega de surpresa por uma notificação da decisão do juiz Gustavo de Souza Lima, que, atendendo a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), determinou sanções para o caso de descumprimento da decisão judicial datada de julho de 2008, quando o magistrado pedia o afastamento dos parlamentares supostamente envolvidos no esquema de empréstimo fraudulento pago com recursos públicos. ### MP e PGE unem forças contra Taturanas | CLARISSA VEIGA - FELIPE FARIAS / Repórteres O requerimento do Ministério Público Estadual para que o juiz Gustavo de Souza Lima comunicasse à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da pena de pagamento de multa e até de prisão do presidente do Legislativo de Alagoas, deputado estadual Fernando Toledo (PSDB), caso descumprisse a decisão de afastamento proferida pela 16ª Vara Cível da Capital, foi entregue pessoalmente pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes, na manhã de ontem. O Ministério Público (MP) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) conseguiram a emissão de uma nova notificação e consequentemente da manutenção do afastamento de oito dos dez deputados indiciados na Operação Taturana retirados da Assembleia por decisão judicial. ?A Mesa Diretora deve suspender qualquer iniciativa que possa resultar na recondução dos deputados afastados, pois, se assim o fizer, estará incorrendo em flagrante desobediência a uma decisão judicial?, explicou ontem o procurador-geral. /// Mesa Diretora da ALE em reunião: três horas para discutir o parecer do procurador da Casa. Foto: José Feitosa

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