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Fraude pode prorrogar censo de servidor

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Quatro dias depois do início do censo de servidores públicos de Alagoas, e o secretário de Estado de Gestão Pública, Guilherme Souza Lima, ainda tentava decifrar os números que marcaram a semana de trabalhos. Contrariando as expectativas e superando todas as previsões de falhas possíveis para a equipe, a quantidade de tentativas de acessos ao formulário de recadastramento pelo endereço eletrônico chegou a picos de 76 mil em apenas um dia, número que supera até mesmo o total de servidores estaduais. A equipe da Segesp averigua possíveis fraudes ao sistema criado para a pesquisa e se prepara para solicitar ajuda da Polícia Federal a fim de rastrear máquinas responsáveis pela sobrecarga no servidor. Diante do quadro, o secretário, que ainda no início dos trabalhos ameaçava servidores com o corte salarial caso não respondessem à pesquisa até 6 de março, já admite uma prorrogação do prazo para finalização do censo. ### Boicote ao sistema será investigado As tentativas de boicote ao sistema montado pelo governo para o censo de seus servidores foram detectadas pela própria equipe da Gestão Pública. Segundo o secretário Guilherme Lima, os técnicos conseguiram rastrear duas máquinas com um programa que permite tentativas de acesso ininterruptas durante todo o tempo em que estiverem ligadas. ?Um computador desse em ação pode ter ajudado em grande parte desse congestionamento verificado no nosso sistema?, diz. O chefe da Gestão Pública garante que não vai deixar o crime passar em branco e vai cobrar sua elucidação junto à Polícia Federal. ### Caixa recebe mais de R$ 1 mi por parceria O censo dos servidores nasceu sob o argumento de ser peça fundamental para um processo de modernização da máquina pública, admitida pelos próprios secretários de Estado como obsoleta e precária. ?Queremos mudar a cara desse Estado e isso começa agora, com a formação de um banco de dados capaz de mostrar quem é e o que quer o servidor público alagoano?, diz o secretário da Gestão Pública, Guilherme Lima. Mas como todo trabalho tem seu preço, o censo dos servidores também tem o seu: R$ 1.014.062 diretamente para os cofres da Caixa Econômica Federal (CEF), que aparece como parceira do Estado na empreitada pelo conhecimento de seus servidores. ### Congestionamento provoca reclamações O congestionamento no sistema criado para a realização do censo dos servidores públicos alagoanos na primeira semana dos trabalhos trouxe além de preocupação para a equipe da Secretaria de Gestão Pública, reclamação dos servidores que atenderam ao chamado. Quem conseguiu finalizar o processo fala da satisfação de estar livre da obrigação, mas quem ainda não conseguiu acesso ao formulário guarda o receio de perder o prazo e acabar com o salário bloqueado pelo Estado. Foram quatro dias de tentativas e frustrações. Uma hora era a página que não abria, em outro momento não se tinha acesso ao formulário, depois os dados não podiam ser salvos nem impressos, até que no apagar das luzes da primeira semana do censo de servidores, uma agente administrativa em início de carreira no Estado ? ela prefere não ter a identidade revelada ? conseguiu acessar, preencher e imprimir o questionário da pesquisa. ?Não consegui imprimir a parte que fala da graduação e cursos extras, mas completei à mão mesmo, afinal depois de uma semana tentando não ia reclamar disso não é!??, brinca em conversa com a reportagem da Gazeta. ///

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