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Política

Expectativa na elei��o da Mesa Diretora

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A Assembleia Legislativa de Alagoas tem hoje um dia decisivo. Marcada para esta terça-feira, às 15 horas, a eleição que escolherá a nova Mesa Diretora da Casa é cercada por expectativa e muita confusão. Quando foi anunciado, na última quarta-feira, 4, o processo eleitoral virou de cabeça para baixo o Poder Legislativo Estadual, que já cambaleava desde a Operação Taturana, em 2007. A confusão é tamanha que não se sabe, no dia da votação, quem são os candidatos. E o pior, se haverá de fato eleição. O presidente da ALE, Fernando Toledo (PSDB), que anunciou o pleito e a destituição de todos os suplentes, calou. Só ?fala? por meio da assessoria de imprensa, que se limita a dizer que ?não há nenhuma novidade?. ### MP reitera pedido para evitar retorno Ao saber da ação movida pela Assembleia no Supremo Tribunal Federal, que aumentou os rumores do possível retorno dos parlamentares afastados dos cargos, suspeitos de desviarem R$ 300 milhões dos cofres públicos, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, arregaçou as mangas para impedir que isso ocorra. Enviou ontem mesmo novo requerimento ao juiz Gustavo de Souza Lima reafirmando o que já havia determinado num primeiro documento encaminhado ao magistrado. Ou seja, aplicação de multa no valor de R$ 100 mil e prisão em flagrante dos integrantes da Mesa Diretora da Assembleia que autorizarem a posse dos deputados. ### Ameaças e articulação de candidatura A publicação do afastamento dos suplentes acirrou os ânimos entre os que viram o poder escapar das mãos. Irritado com a concretização do que até ontem era apenas uma expectativa, o suplente João Carlos soltou o verbo. Disse que haverá mortes na Assembleia caso os afastados retomem os mandatos. O suplente de deputado, que também é pastor e psicólogo, comparou os parlamentares apontados na Operação Taturana a drogados. ?Eles são capazes de tudo. Matam a própria mãe para se manter no poder. Como pastor e psicólogo estudo o problema do vício, que é um só. Eles [os deputados] são viciados pelo poder; fazem tudo para não perder, como o drogado quando tiram dele a droga. Com a volta do Edival Gaia e do Maurício Tavares, a situação piorou. Eles criaram asas?, disse. ///

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