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Americanos tentam obter dados do Sivam, admite brigadeiro

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Brasília - O chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, brigadeiro Marco Antônio de Oliveira, declarou, ontem, que os norte-americanos, sistematicamente, têm tentado obter dados disponíveis no Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). Garantiu, no entanto, que em hipótese alguma, qualquer tipo de informação de interesse brasileiro será repassada a quem quer que seja. ?O Sivam, atualmente, é uma realidade e incomoda não só o narcotráfico, mas muita gente e vai continuar incomodando?, afirmou o brigadeiro Oliveira, responsável pela condução do processo de licitação do sistema de vigilância, que será inaugurado, amanhã, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em Manaus. O brigadeiro Oliveira reconhece, no entanto, que o sistema tem vulnerabilidades. Ele lembra que os satélites brasileiros, usados inclusive em comunicações militares, está nas mãos da Embratel, que foi privatizada e hoje pertence à WorldCom, empresa de telefonia norte-americana que pediu concordata no último domingo. ?A vulnerabilidade do Sivam é a mesma que existe em todo o sistema de comunicações por satélite brasileiro?, disse o brigadeiro, que entende que este problema precisa ser equacionado para evitar que o sistema do País seja passível de algum tipo de intromissão. Ele garante, no entanto, que o Sivam tem as suas proteções para dificultar algum tipo de acesso por parte de terceiros. ?Nunca negociei dados do Sivam com ninguém e nunca faria isso?, reagiu o brigadeiro Oliveira que considerou ?graves? as acusações de que ele teria acertado que, se a Raytheon fosse a vencedora da concorrência, os norte-americanos teriam acesso a informações do sistema de vigilância da Amazônia. ?Este é um projeto de Estado, que interessa aos brasileiros e jamais a defesa do País seria colocada em segundo plano por qualquer razão ou interesse?, afirmou o brigadeiro, ao ser questionado sobre denúncias de que teria beneficiado a empresa norte-americana durante o processo de licitação. Segundo o chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, a única cooperação oferecida pelo Brasil, no caso do Sivam, foi aos países fronteiriços, amazônicos, porque isto também nos interessa. ?Mas essa cooperação não seria oferecida a nenhum outro país e jamais faríamos isso para os Estados Unidos?, assegurou. O brigadeiro Marco Antônio Oliveira salientou que vai publicar um dossiê Sivam, daqui a pelo menos dez anos, ?talvez 15 anos?. Nele, promete apresentar relatórios diários e todas as discussões ocorridas durante o processo de licitação, com cada dificuldade e cada conversa mantida com todas as autoridades de todos os governos envolvidos.

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