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Eleitores voltam �s urnas sob tens�o

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Até agora, Alagoas é o Estado do Brasil que tem mais cidades sem prefeitos eleitos. Seis municípios ainda vão escolher seus representantes. Quatro já no próximo domingo. (Veja quadro abaixo). Tanque d?Arca e Joaquim Gomes só vão às urnas no dia 5 de abril, conforme calendário divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas. Em todos os casos, a má conduta dos gestores públicos determinou a anulação dos votos registrados em outubro último. A tentativa da ex-prefeita Ângela Garrote (PP) de se perpetuar no poder é o motivo para que 12 mil eleitores de Estrela de Alagoas tenham que cumprir, outra vez, o dever cívico. Ela foi prefeita por dois mandatos na cidade e cumpriria o terceiro, o que é proibido pelo Código Eleitoral. Impedida de se candidatar desta vez, ela lançou na disputa seu vice na eleição de 2008, José Almerino (PP). Ele tem o ensino fundamental incompleto e enfrenta Chico Fausto (PMDB), o mesmo adversário do dia 5 de outubro. ### Processo mobiliza pessoal e gera gastos Nas quatro eleições anuladas primeiro e remarcadas para o próximo domingo, a Justiça Eleitoral está investindo R$ 60 mil ? gastos com a logística, entre eles, locação de veículos, transporte de urnas, correios e alimentação. Ao todo, no dia 15 de março, em Estrela de Alagoas, São José da Laje, Porto de Pedras e Porto Real do Colégio, 47 mil eleitores vão tomar as ruas para registrar seus votos nas 135 urnas eletrônicas postas à disposição do novo pleito no Estado. Outras 65 urnas seguirão viagem para substituição, caso algo dê errado. Os números não englobam os dois últimos municípios que tiveram eleições marcadas semana passada: Tanque d?Arca e Joaquim Gomes. ### Pleito preocupa a Justiça Eleitoral e Polícia Federal Quem está à frente das investigações das denúncias referentes às eleições de 2008 continua preocupado com o pleito do próximo domingo. O juiz da comarca de Porto de Pedras, Gustavo Souza Lima, que suspendeu até o carnaval para evitar problemas, diz que o clima na cidade é de ?animosidade?. Segundo ele, ?os acirramentos percebidos em 2008 estão ainda mais intensos agora?. Mesmo com a festa proibida, dois incidentes considerados graves ocorreram no município: uma bomba foi lançada contra um carro de som e uma pessoa foi espancada com corrente de bicicleta. ?A polícia está apurando. Sei que muitos empresários tiveram algum prejuízo, mas com o carnaval, a população e as eleições seriam muito mais prejudicadas?, disse o magistrado. ### Poder não deve mudar de mãos Apesar dos esforços da Justiça Eleitoral, se Alagoas seguir a mesma tendência observada nas 17 cidades que já realizaram novas eleições este ano (veja quadro acima), o poder público deve continuar nas mãos dos mesmos grupos políticos, cujos candidatos tiveram o registro cassado em 2008. Na prática, nada pode mudar por aqui. Das 17 cidades que foram às urnas pela segunda vez, 11 permaneceram com o poder nas mãos de aliados dos vitoriosos com votos anulados. Na cidade de Joselândia, interior do Amazonas, por exemplo, não haveria melhor pessoa para o prefeito cassado pela Justiça Eleitoral confiar ?as chaves? dos cofres públicos. No dia 25 de janeiro, Maria Edila Queiroz Abreu (PMDB) foi eleita prefeita. Ela é, nada mais, nada menos, do que a mãe do candidato com registro cassado, Marcelo Queiroz Abreu, também do PMDB. Ele foi punido com a anulação de sua vitória por abuso de poder econômico e compra de voto nas eleições do dia 5 de outubro. ///

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