loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Mobilização

Cúpula dos Povos traz demandas e reivindicações da sociedade à COP30

Evento paralelo iniciado ontem reúne indígenas, ribeirinhos, quilombolas e movimentos sociais

Ouvir
Compartilhar
“Barqueata” na Baía de Guajará marcou início da Cúpula dos Povos


12/11/2025 - Belém - The People's Summit boat parade brings more than 200 vessels to Guajará Bay during the 30th Conference of the Parties (COP30). Photo by Hermes Caruzo/COP30
“Barqueata” na Baía de Guajará marcou início da Cúpula dos Povos 12/11/2025 - Belém - The People's Summit boat parade brings more than 200 vessels to Guajará Bay during the 30th Conference of the Parties (COP30). Photo by Hermes Caruzo/COP30 | Foto: SERGIO MORAES

Cerca de 200 embarcações coloriram a Baía do Guajará, em Belém (PA), na manhã de ontem, marcando o início simbólico da Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30 que reúne indígenas, ribeirinhos, quilombolas e movimentos sociais de todo o país — e até representantes internacionais, como palestinos.

A barqueata, que durou cerca de quatro horas, abriu a programação do encontro, que se estenderá até o dia 16. Com faixas e palavras de ordem como “Amazônia protegida” e “Sem justiça climática e educacional, não há COP que salve o planeta”, os manifestantes denunciaram o avanço de grandes projetos de infraestrutura — hidrovias, portos, ferrovias e mineração — sobre territórios tradicionais.

Entre os alvos de crítica, estiveram o projeto da ferrovia Ferrogrão, a expansão do agronegócio na BR-163 e a instalação de mineradoras em terras indígenas. “Não existe legislação que autorize mineração em território indígena”, lembrou o professor William Mura, representante de povos do Amazonas e Rondônia.

A Cúpula dos Povos ocorre de forma autônoma à conferência oficial, como espaço de resistência e de contraponto às negociações entre governos. A mobilização foi organizada por mais de 40 entidades e movimentos, entre elas Amazon Watch, GT Infraestrutura e Justiça Socioambiental, Instituto Raoni e Movimento Tapajós Vivo. A Aliança Chega de Soja, responsável pelo ato, nasceu da campanha “Ferrogrão Não”, que denuncia os impactos da ferrovia EF-170 e das hidrovias do Arco Norte.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) estima a presença de mais de 2,5 mil indígenas em Belém, representando etnias como Kayapó, Panará, Tupinambá, Arapiuns, Munduruku, Borari e Mura. Muitos chegaram na Caravana da Resposta, que partiu do Baixo Tapajós levando agricultores, comunicadores e lideranças populares.

O clima de protesto e celebração se misturou ao som do carimbó e ao colorido das bandeiras. “A luta é pela vida, pelos territórios e por uma nova visão de infraestrutura — centrada nas pessoas, e não nos lucros”, resumiu Charbel, erguendo o punho entre os barcos que abriram, nas águas de Belém, a Cúpula dos Povos.

MARCHA

À tarde, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, liderou uma marcha de indígenas na tarde desta quarta-feira (12) dentro da Zona Azul, espaço onde ocorrem as negociações oficiais da COP30, em Belém, e onde têm acesso apenas pessoas credenciadas, como delegações e imprensa.

O ato chamou atenção por acontecer um dia depois do protesto de organizações da sociedade civil e lideranças indígenas que tentou furar o bloqueio de acesso à área restrita. O grupo foi contido e expulso pela Polícia da ONU, responsável pela segurança do evento. Após o tumulto, ocorrido no fim do segundo dia da conferência, a entrada principal da COP foi reforçada.

Relacionadas