Política
Auditoria flagra 60 funcion�rios ilegais
Tentar desvendar ?os mistérios? que cercam a folha da Assembleia Legislativa de Alagoas, há muito propalados, é entrar numa seara cercada por irregularidades que já duram pelo menos três décadas. Essa ?caixa-preta? começa agora a ser aberta, com a conclusão de uma auditoria que teve início no ano passado e está em vias de ter o resultado revelado pela Mesa Diretora da Casa. A Gazeta se antecipa aos resultados e traz algumas das principais conclusões a que chegou a empresa contratada pela ALE para realizar a auditoria na folha salarial do Poder Legislativo Estadual, a Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino, Tecnologia e Cultura (Fapetec), com sede em São Paulo. A primeira delas e a mais grave é a existência de cerca de 60 funcionários irregulares na Assembleia de Alagoas. Como se diz no jargão popular, ?entraram pela janela da imoralidade? e permanecem recebendo salários que variam entre R$ 3 mil a R$ 7 mil, pagos pelo poder público. A maioria nunca deu um dia sequer de trabalho. ### Irregulares faziam parte da folha 108 A Assembleia de Alagoas possui 900 servidores efetivos, 354 aposentados, além de 670 comissionados. Com o advento do acórdão 5142 foi implantado um reajuste de 102% para os funcionários da Casa. A folha salarial, então, passou de R$ 3 milhões para R$ 8,92 milhões. Estão incluídos aí os ativos, inativos, deputados, ex-deputados e procuradores. Além da folha oficial, havia na Casa de Tavares Bastos uma segunda, que só veio a ser revelada com a Operação Taturana, em 2007, que resultou no indiciamento e posterior afastamento do mandato de deputados acusados de um golpe de R$ 300 milhões no poder. Da folha 108 faziam parte os ?apadrinhados? desses deputados. Todos foram afastados, mas ficaram na Casa os cerca de 60 ?funcionários? que conseguiram entrar na folha oficial de forma fraudulenta. ///