Política
MP defende a ressocializa��o
No momento em que a sociedade alagoana sente que a Justiça tem se fortalecido diante da união de instituições contra a criminalidade, a nova onda de motins em delegacias e presídios, fugas de presos e acusações de extermínio de detentos por agentes penitenciários surge como um alerta de que o Estado precisa agir em uma frente que não costuma ter a simpatia de grande parte da população. Mas o Poder Judiciário e o Ministério Público (MP) resolveram iniciar o debate em defesa de uma ressocialização no sistema prisional alagoano. Mesmo diante da preocupação permanente do MP para que não haja retrocesso nos processos resultantes da Operação Taturana, que investigou o desvio de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, diz que a instituição tem atuado em outras frentes. ### Falta de estrutura contribui para fugas e rebeliões Ao falar da preocupação com o caos no sistema prisional, que hoje enfrenta mais uma greve de agentes penitenciários, o chefe do Ministério Público, Eduardo Tavares, livrou a responsabilidade do governo Teotonio Vilela Filho (PSDB) pelo quadro atual da ressocialização dos presos. Mas apesar de admitir que o funcionamento adequado das carceragens brasileiras beira a utopia, lembra que a estruturação dos presídios passa pelo empenho do poder público e, principalmente por muito investimento. ?Tudo depende da boa vontade e do investimento que haverá de ser feito nestas áreas que vejo como uma das mais preocupantes nos Estados. Não é fácil lidar com este problema. Agora, ninguém espere que se resolva a questão de uma vez por todas?, admite Tavares. Ele revela que ao conversar com o governador e com alguns segmentos da segurança pública do Estado teria percebido uma preocupação com o sistema carcerário. ///