loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Flexibilização

Congresso rejeita vetos ao Projeto de Lei do licenciamento ambiental

Mudança restabelece isenções ao agronegócio, restringe consulta a indígenas e limita contrapartidas

Ouvir
Compartilhar
Alcolumbre argumentou que votação dos vetos era necessária para destravar o processo legislativo


Mesa: 
presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); 
vice-presidente do Senado Federal, senador Eduardo Gomes (PL-TO); 
secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Danilo Augusto Barboza de Aguiar. 

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Alcolumbre argumentou que votação dos vetos era necessária para destravar o processo legislativo Mesa: presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); vice-presidente do Senado Federal, senador Eduardo Gomes (PL-TO); secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Danilo Augusto Barboza de Aguiar. Foto: Carlos Moura/Agência Senado | Foto: Carlos Moura

O Congresso Nacional derrubou ontem 52 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) que elimina ou flexibiliza regras para o licenciamento ambiental no Brasil. O texto foi apelidado pelos críticos de “PL da Devastação”. No total, foram analisados 59 vetos.

Os parlamentares apreciaram ainda 28 destaques apresentados pelo PT e PSOL, como forma de tentar manter os vetos presidenciais. Na Câmara dos Deputados, os destaques foram rejeitados por 295 votos a 167. No Senado, foram 52 a 15 pela derrubada.

O governo conseguiu, por outro lado, adiar a análise de sete dos vetos referentes ao Licenciamento Ambiental Especial (LAE), nova modalidade criada que previa o licenciamento de forma simplificada e com “fase única” para obras consideradas “estratégicas”.

Ao vetar o dispositivo da LAE, o Executivo editou a Medida Provisória (MP) 1308 de 2025, mantendo a previsão desse instrumento ambiental. Porém, em vez de licenciamento em fase única, a MP editada pelo governo prevê equipes exclusivas destinadas para dar celeridade aos licenciamentos de obras consideradas estratégicas, mantendo todas as fases hoje previstas para liberação de empreendimentos.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

O relator da MP 1308 na Câmara é o deputado Zé Vitor (PL-MG). A medida precisa ser analisada até o dia 5 de dezembro para não perder a validade. A comissão que analisa a MP é presidida pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), importante liderança da bancada ruralista no Parlamento.

Apoiado pelo agronegócio e setores empresariais, o PL do Licenciamento Ambiental vem sendo denunciado como grave retrocesso por organizações ambientalistas e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Deputados e senadores favoráveis aos vetos do presidente Lula criticaram o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), por pautar o tema após a COP30, enquanto há muitos outros vetos na fila para serem apreciados.

Alcolumbre argumentou que a votação era necessária para destravar o processo legislativo. “Há regiões inteiras aguardando que o Congresso finalize essa discussão para que grandes projetos saiam do papel, gerando empregos, renda e crescimento econômico — sempre com responsabilidade ambiental”, afirmou..

O QUE MUDA

Licença por Adesão e Compromisso (LAC) - simplifica o licenciamento para empreendimentos de médio impacto, permitindo autodeclaração do empreendedor.

Competência de estados e municípios - dá autonomia ampla aos entes federativos para definir critérios de licenciamento.

Proteção da Mata Atlântica -retira a exigência de autorização federal para corte de vegetação do bioma.

Povos indígenas e quilombolas - retira proteção de territórios não homologados.

Cadastro Ambiental Rural (CAR) - dispensa o licenciamento ambiental para propriedades com CAR pendente.

Condicionantes e compensações ambientais - restringe condicionantes apenas a impactos diretos.

Unidades de Conservação - enfraquece o papel dos gestores das UCs no licenciamento.

Responsabilidade de instituições financeiras - reduz a responsabilidade de bancos em financiamentos com impacto ambiental.

Relacionadas